Mostrando postagens com marcador leitura crítica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador leitura crítica. Mostrar todas as postagens

domingo, 10 de janeiro de 2016

The Walking Dead - A ascensão do governador

Sim, 2016 será o ano das séries e dos livros que eu fico protelando a leitura sem motivo!

The Walking Dead é uma série que está disponível no Kindle Unlimited e, por isso, eu decidi começar a ler - eu uso o serviço e gosto, ok?! Assisti de forma desordenada a série no ano passado com Jean, porque as vezes ele se adiantava e eu acabava pulando uns capítulos para acompanhá-lo.

Mas até pegar A ascensão do governador foi um longo espaço de tempo e confesso que numas duas tentativas anteriores eu não tinha conseguido me fixar na leitura, mas quando chegou o momento certo... simplesmente era o momento certo.

Amei o livro, amei a história, estou muito ansiosa para ler os outros. Esse livro conta a história do governador, como ele chegou ao poder de Woodbury e o que aconteceu ao longo da vida dele para que ele seja quem é, incluindo as primeiras impressões sobre a epidemia zumbi que está acontecendo e conta também a história de Penny, que é uma grande curiosidade para quem vê a série.

Por alto, posso dizer que Phillip é um viúvo e está enfrentando a epidemia com dois amigos, seu irmão mais velho (medrooooso) e sua filhinha Penny. O objetivo deles é tentar chegar em Atlanta (igual a galere do Rick na série), mas várias coisas vão acontecendo ao longo do caminho, várias pessoas - vivas e mortas - aparecem e diversas alianças e mortes acontecem. As personalidades das pessoas vão se moldando com todos os fatos e tudo me convenceu bastante - e ó: nós estamos falando de uma série de zumbis.

Aliás, os zumbis não são o ponto principal dos livros/quadrinhos/série (eu só li a 1ª HQ), o tempo todo fica a impressão que estamos lidando muito mais com as pessoas vivas, com os sentimentos e reações dela, com suas impressões e formas de lidar.

O fim é... sensacional. Confesso que não é completamente imprevisível, você começa a perceber algumas coisas ou ficar especulando, mas nem isso diminui como os autores conduziram a trama e o desfecho.

Pelo que percebi, o próximo livro ainda não é sobre o nosso grupinho da série, mas já peguei emprestado também. Breve venho aqui contar minhas impressões, ok!?

Bjo!

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Um irreparável engano, Stacy Absalom [Romance de banca]

Esse livro faz parte da coleção Bianca publicada pela editora Nova Cultural e é um livrinho daqueles famosos romances de banca.

Já faz muito tempo que meu preconceito caiu por terra com essa publicações e agora eu até já faço parte de grupos no facebook que compartilham entre si esses livros.

A minha curiosidade por esse surgiu de uma forma bem interessante pois uma integrante do grupo descreveu o livro e pediu que alguém, por favor, descobrisse o nome... depois de muitos "ac", alguém surgiu com o nome do livro e foi dada a largada para a caça do PDF do livro. Geralmente leio os ebooks no aplicativo Kindle, mas esse era tão curtinho que li no computador mesmo, uma noite deu conta. A leitura aconteceu no dia 30-7.

A história trata de Elizabeth Steele, uma mulher de 28 anos que está convalescendo de um acidente que sofreu enquanto servia à Cruz Vermelha. Para que se recupere melhor, seu médico chefe sugere que ela fique com seus familiares... mas Beth não tem para onde ir, sua mãe a abandonou ainda muito nova e seu padrasto que a amou com tanto carinho a expulsou de casa depois que ela cometeu um erro imenso. Preocupado em ampará-la, ele lhe encontra um emprego bem tranquilo: cuidar de uma senhora que, embora precise de cuidados, é muito independente e o processo funcionará como uma troca de cuidados.

Tudo perfeito para Elizabeth até que ela descobre que essa senhora é tia de Fred, seu amor do passado e, logo no primeiro dia que ele a vê, fica com muito ódio dela e de toda a suposta farsa que ela está fingindo. Furioso, ele coloca-a para trabalhar retirando ervas daninhas do vinhedo do qual é dono. Mas os esforços físicos de Beth fazem com que ela desmaie e ele comece a se dar conta de que talvez ela não esteja fingindo tanto assim...

Achei super fofo e dei aquele 3 que seria um 3,5. É um livro bem curtinho, ou seja, a história se desenvolve bem rápido, mas é ótimo para entreter de uma forma descontraída e esse é um amor antigo que sobreviveu ao tempo e agora precisa sobreviver a uma série de mal entendidos.

Gostei muito dos personagens e do desfecho da história que acabou trazendo grande liberdade para que todos pudessem ser felizes. E o tantinho de mistério que a trama tem só nos faz seguir a leitura com mais avidez.

[Coleção Bianca - nº 375 - Um engano irreparável - Stacy Absalom]

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

O príncipe dos canalhas, Loretta Chase

O Príncipe dos canalhas veio como umas das melhores surpresas dentre todas essas leituras românticas que venho fazendo desde o término da leitura de O visconde que me amava.

Sebastian Ballister ou lorde Belzebu ou ainda lorde Dain é, além de feio, um homem com uma personalidade assustadora. Tendo sido abandonado pela mãe aos 8 anos e enviado pelo pai para um colégio interno onde sofreu todo tipo de preconceitos por trazer traços italianos [sim, da parte materna], precisou apelar para diabruras para ser respeitado por seus colegas.

Quando adulto, seu pai morre e ele passa a ser Marquês e ÓBVEEEEEO super avesso a casamento e a damas respeitáveis. Claro que tudo isso cai por terra quando ele conhece Jessica, irmã de um dos mais abestalhados dos seus discípulos.

Jessica é a melhor mocinha que topei por aí, independente, muito a frente do seu tempo, ela está planejando abrir um antiquário e sua estadia em Paris é um plano para tirar seu irmão de perto do lorde Belzebu, uma péssima influência para qualquer pessoa.

Mas, entre tantas intrigas, fofocas, apostas e rumores, eles não imaginavam sentir uma imensa atração e afeição um pelo outro...

O enredo clichê é enriquecido com uma escrita muito bem humorada, várias vezes tive que conter o riso pela madrugada, até porque a escrita ágil não me permitiu largar o livro, diálogos interessantes de um casal inteligente e em sintonia e personagens bem definidos que tiveram um envolvimento real e convincente. Jessica é uma mocinha muito inteligente e também Dain o é, mas a personalidade dele é entremeada por oscilações de humor e ataques de histéria - que são devidamente explicados ao longo da trama e cuidadosamente cuidados pela sua querida perspicaz, manipuladora e amorosa.

O que difere esses livros de romance entre si é a capacidade de cada autora de contar uma boa história e de dar bons atributos a seus personagens e nos convencer de tudo que está sendo proposto. Alguns casais simplesmente não têm química e alguns saem à perfeição, esse é um desses casos de perfeição.

O ritmo da leitura fluiu constantemente e, embora no começo eu estivesse ressabiada e lendo lentamente, logo me vi completamente envolvida e também apaixonada pelo lorde Belzebu e eu não conseguia imaginá-lo feio nem um minutinho, embora nós saibamos que pessoas traços e mestiçagem italianas sofriam um certo preconceito na Inglaterra.

Adorei a leitura! Merece o RITA que ganhou e, se não fosse o surgimento de um bastardo, eu confesso que teria dado nota 5.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Um perfeito cavalheiro, Julia Quinn

Mais uma resenha da série Os Bridgertons da autora Julia Quinn que vem sendo publicada aqui no Brasil pela editora Arqueiro e hoje vamos falar do livro nº 3: Um perfeito cavalheiro que narra a história de Benedict, o segundo filho da grande família!

Esse livro é uma releitura do clássico Cinderela... Sophie, destratada pela madrasta após a morte do pai (pois madrasta não é mãe!) leva uma vida de criada desde pequena. Aos 18 anos de idade surge a oportunidade de ir a um único baile da alta sociedade e, apoiada pelos criados que lhe têm afeição, ela vai ao baile anual de máscaras dos Bridgertons - o evento em Londres. Nesta noite, tem o prazer de conhecer Benedict, mas chegada à meia-noite ela precisa fugir de volta para casa sem que ele possa identificá-la para encontrá-la posteriormente.

Pouco depois, ocorre de sua madrasta expulsá-la de casa. Vivendo como criada, passam-se 3 anos até que ela reencontre Benedict, mas ele não a reconhece de cara, embora se sinta extremamente atraído por uma... criada! Para ficar com Sophie, ambos precisam enfrentar seus preconceitos e os preconceitos da sociedade.

O fim vocês e eu já sabíamos antes mesmo de lermos a história e devo dizer que essa foi uma das que menos me encantou. Benedict até então tinha sido um dos irmãos menos explorados nos dois livros anteriores e nesse eu não tinha nenhuma afeição por ele. Quanto aos sofrimentos de Sophie... foram tantos! Ultimamente ando meio incomodada com esses protagonistas sofrendo tanto hehe e eu sei que uma forma de fugir disso seria dar um tempo nesses romances, sempre alguém tem um trauma, mas não consigo evtar.

Quando Benedict sugere que Sophie se torne sua amante, senti uma extrema raiva de toda a situação e, enfim, repito que foi o livro que menos me agradou. Primeiro porque ele tinha razão em pedir o que pediu e segundo porque ela tinha razão em se recusar a aceitar o pedido e terceiro que eu não conseguia ver um paliativo. Aí fiquei pensando que, de perfeito cavalheiro, Benedict Bridgerton não tinha nada!

A saída de Julia Quinn foi muito boa... mas também muito espalhafatosa e, embora eu tenha começado o livro sem ter me afeiçoado a Benedict, estava convicta que eu seria um par muito melhor para ele! e teria causado menos confusões, me incomodou um pouco o exagero dos acontecimentos do final. Eu queria que a autora tivesse apostado menos, mais baixo.

MAS é uma série que recomendo com louvor por ser prazerosa e rápida de ler. Quem ama romances, pode investir!

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Não tenho opinião sobre O velho e o mar

Exato, o título do post expressa tudo que senti ao término da obra. Talvez agora, após ter conversado com outras pessoas que leram, eu já consiga me sentir melhor sobre o livro, mas, quando eu terminei de ler a última palavra, fiquei tipo desorientada de sensações. Era só aquilo?

"Só aquilo" parece crueldade ou pobreza minha para falar de um livro tão importante, mas me permitam essa honestidade. Havia recebido indicações de pessoas que confio a respeito da leitura, mas durante e ao término dela fiquei com uma imensa sensação de frustração.

Nem a crueza nem as metáforas, pois sou acostumada com ambas as características em diversos livros, mas, para mim, Hemingway foi um tanto cru de forma que demorei demais a entender o que podia ou não ser metafórico por ali e fiquei assim sem opinião.

Há sim, não nego, uma beleza na história do pescador Santiago, considerado pescador sem sorte (e gente do mar é gente supersticiosa, vocês sabem), que após meses, dia após dia, sem conseguir peixe, se mete mais uma vez ao mar a fim de pescar algum graúdo e, ao fisgá-lo e ser fisgado por ele, persegue-o e é levado por ele. Santiago insiste no peixe durante dias até que consegue prendê-lo ao barco, o peixe é maior que qualquer outro que tenha visto na vida... mas ele é pescador sem sorte.

Sem sorte, mas cheio de perseverança, essa foi a única coisa que consegui extrair de cara de O velho e o mar, estamos diante de alguém que não se deixa levar simplesmente. E, quando deixa, não é por se entregar, mas por ir atrás do que almeja.

Olhando assim, até parece que encontrei algo mais profundo na obra, mas estou sendo honesta quando digo que não, essa foi uma leitura completamente despropositada para mim nesse momento.

Fiquei me sentindo extremamente pobre e insensível com a obra. Alguém além de mim se sentiu assim apática?

segunda-feira, 27 de julho de 2015

A fantástica fábrica de chocolate, Roald Dahl

Encontrei um ebook de A fantástica fábrica de chocolate enquanto procurava algum livro para minha prima de 9 anos ler e fiquei interessada em eu mesma lê-lo. E até tinha pensado em incluí-lo na Maratona Literária 24 horas, mas não deu tempo. Ok.

Antes de escrever aqui a minha opinião, gostaria de saber se todos vocês já assistiram a alguma das adaptações e preciso logo de cara declarar que ambas seguem bastante fiéis ao enredo do livro, embora existam alguns detalhes que diferem, mas não chegam a desvirtuar a história. Só queria ressaltar que o humor original do Wonka é o do primeiro filme, interpretado por Gene Wilder.


Embora, claro, Johnny Depp não peque nem um pouco na interpretação desse personagem excêntrico e maravilhoso.

A história: Charlie é um menino bem pobre que vive com seus pais e seus quatro avós e sua vida estava indo ruim como sempre quando Willy Wonka, the amazing chocolatier, decide convidar 5 crianças a visitarem sua fábrica, fechada aos humanos há muitos anos por causa da inveja de outros fabricantes de chocolate. A seleção será a sorte: 5 bilhetes dourados foram embrulhados aleatoriamente em barras de chocolate Wonka.

Apesar de toda a expectativa, as chances de Charlie encontrarem o convite dourado são... zero! Aliás, não, pois seu aniversário está chegando e ele sempre ganha de presente 1 barra de chocolate Wonka.

Na fábrica de chocolate, as 5 crianças sorteadas vão conhecer um universo fantástico e maravilhoso!

MAS, vamos falar de Clive Staples Lewis! Sim, o autor de As crônicas de Nárnia quando ele fala sobre literatura infantil e o quanto as crianças querem facilidades e coisas mágicas! A fábrica é esse lugar mágico, cheio de facilidades, coisas fáceis e encantadoras, cômodas, tudo de perfeito ao alcance das mãos. Mas o livro, por si, não é isso.

A maioria das crianças do livro também se encaixam nas características citadas por Lewis. Apenas o protagonista é uma criança bem educada, os outros são crianças completamente irritantes, mimadas e que querem ter tudo na mão com facilidade. Sendo: um menino muito guloso, um menino que assiste TV o tempo todo, uma menina que só faz mastigar chicletes e uma menina muito mimada. Crianças sem limites que não sabem ouvir, obedecer ou respeitar.

Acabamos descobrindo que são crianças completamente impróprias para o real objetivo do Wonka ao convidá-las para conhecer a fábrica.

Mas algumas coisas precisam ser pensadas aqui: a culpa do mau comportamento das crianças, no livro, se restringe à educação oferecida pelos pais em casa, pais muito permissivos, que fazem todos os gostos dos seus filhos acabam construindo crianças monstros.

Charlie, em sua humildade, é a criança mais educada, obediente e respeitosa. No fim, concluímos que existe um universo fantástico e cheio de facilidades, mas que requer um bom comportamento, que coisas boas surgem por conquista e merecimento.

Um excelente livro para refletir junto das crianças sobre o comportamento infantil.

sábado, 25 de julho de 2015

O visconde que me amava

Não sei como é possível que esse livro tenha sido ainda mais fofo que o anterior... na verdade, ambos estão ainda disputando entre meus favoritos da série e, posso dizer isso meio tranquila, pois já li os quatro primeiros.

Em O visconde que me amava conhecemos a história romântica de Anthony, o irmão mais velho da família Bridgerton, o responsável por proteger e zelar pela família desde a morte do pai quando ele tinha 18 anos. Agora, 10 anos depois, chega o momento de ele começar a pensar em dar um fim na sua vida de libertino e engajar num compromisso sério e, prático como ele é, a pessoa certa é Edwina Sheffield, pois um dos ideais de Anthony é ter uma esposa que possa respeitar e ter filhos, mas não amá-la.

É sabido por todos que, para conquistar a mão de Edwina, é preciso primeiro agradar e obter a aprovação de sua meia-irmã Kate. Entretanto, para dificultar a vida de Anthony, Kate não acredita que um homem possa deixar de ser um libertino e que um libertino jamais poderá ser um bom marido e, para proteger a irmã, se opõe de todas as formas a esse cortejo.

Buscar a aprovação de Kate gera uma estranha aproximação entre eles dois e muitas coisas podem fugir dos planos de Anthony... e Kate percebe que pode estar talvez enganada sobre a personalidade do visconde.

Claro que vocês já sabem o final! Claro que eu já sabia, mas não havia como não amar. Não há como não se derreter pelo doce envolvimento de Anthony e Kate, a forma que o casal vai se aproximando e criando uma amizade, um vínculo. Os "problemas" que surgem também são bem compreensíveis e Anthony Bridgerton está agora mesmo duelando com Simon Basset pelo meu coração. Esse livro não perde em nada pro primeiro. Encanto a mil.

Julia Quinn é exatamente isso: pegar um enredo super comum, com personagens clichês, a mocinha forte, o mocinho ideal e transformar numa história excelente, interessante, prazerosa de ler. Confesso que, quando começo os livros dessa série, custo a largar e, tendo tempo, só paro quando termino e vocês sabem que eu era bem resistente a esses livros de romance 

Recomendo demais!!!

sábado, 18 de julho de 2015

O Duque e eu, Julia Quinn

Gente, morri de tanto amor nesse livro e não tenho nada para dizer... Me negava tanto e sou uma leitora de romances históricos sempre voraz pelas madrugadas e derretida com seus mocinhos cativantes e másculos e fortes e arrebatadores... ou avassalador no caso de Simon Basset, Duque de Hastings.

O enredo base é o alto do clichê: uma mocinha em idade de casar, mas considerada desinteressante (leia-se: tem três irmãos enormes que repelem qualquer pretendente) e um bom partido que está fugindo de casamento decidem se unir num plano que favorece os dois. Fingindo estar cortejando Daphne, Simon incentiva outros rapazes a fazê-lo também (e ela pode enfim arrumar um marido) e ele afasta todas as outras mocinhas interessadas.

Acontece que, é claro, lógico e evidente, eles acabam se apaixonando verdadeiramente um pelo o outro, apreciam estar juntos, sentem desejo, saudades e outros sentimentos fofurices, mas algumas coisas impedem o relacionamento, como o fato de Simon ser o melhor amigo do irmão mais velho de Daphne que detesta a ideia deles dois juntos ou também umas promessas feitas por Simon a si mesmo de que jamais se casaria, construiria família, teria filhos etc - exatamente o sonho de toda mulher do século XIX e Daphne.

Os personagens, todos eles, são adoráveis e me faz pensar sobre alguns pontos dessas séries de romances que são independentes entre si: geralmente, os livros focam só e somente no casal principal, dando uma breve introdução ao próximo casal no fim do livro para ambientação do leitor, mas não é o que acontece aqui, todos os personagens aparecem durante todo o livro e têm sua própria importância no desenrolar da trama principal (e isso me alegra pois verei Daff e Simon mais vezes no futuro); por isso mesmo, todos os personagens são bem vindos. Ok, as vezes aqueles irmão super protetores me deram nos nervos porque eu particularmente detesto essa característica nas pessoas.

Um ponto forte é que verdadeiramente há química entre o casal, Julia Quinn faz isso com maestria... eles mantém bons diálogos, engraçados e inteligentes que vão gerando um envolvimento não só entre eles, mas com o leitor também. Ri e muitas vezes senti meu estômago se apertar com tanta expectativa e amor. Quando terminei o livro, o dia já estava amanhecendo!

O livro inteiro é maravilhoso e a cereja do bolo é a abertura de cada capítulo com uma manchetezinha sensacionalista de Lady Wistledown, a colunista anônima de fofocas que anda deixando Londres inquieta. A colunista nos oferece uma visão de como a sociedade anda comentando os fatos.

Enfim, eu sempre acho esses romancezinhos clichês e o que diferencia alguns dos demais é como a autora consegue construir, conduzir e abrilhantar sua trama, Julia Quinn fez isso com um toque de humor, com uma paixão verdadeira e irresistível em O duque e eu e já me sinto ansiosa para ler os próximos.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Uma curva na estrada, Nicholas Sparks

Primeiro: eu não sou e nunca fui fã de Nicholas Sparks, este seria, por si só, um bom motivo para nem me arriscar a ler livros do autor. Minha motivação foi minha mãe ter pedido algum romance clichê...
Eu gostei do livro e dei 3 estrelas no skoob, mas há alguns pontos na história que me incomodaram um pouco. A base do enredo é a seguinte: Miles e Missy tinham um casamento perfeito até que Missy foi atropelada deixando Miles viúvo aos 30 anos de idade com um filho de 5 anos para criar.
Ele, por ser subxerife, tentou de diversas formas conduzir um inquérito para encontrar o culpado e não obteve sucesso.
Dois anos após o acidente, a professora de Jonah, seu filho, solicita a presença dele na escola para conversar a respeito do desempenho e de algumas dificuldades que o menino está enfrentando no aprendizado. Logo de cara, Miles se sente atraído por Sarah aos poucos eles vão desenvolvendo uma amizade que resulta num namoro.
Quando tudo parecia estar perfeito, surge um detalhe a respeito da morte de Missy que vira a cabeça de Miles e pode separá-lo de Sarah...
O livro é narrado pelo culpado pela morte de Missy, em alguns momentos ele nos mostra seus pensamentos em primeira pessoa, em outros ele vai falando dos fatos em terceira pessoa. Eu achei essa dinâmica muito boa, exceto pelo fato de ele ficar se repetindo sobre o acidente... claro que uma pessoa que comete tal "crime" carrega um peso amargo dentro de si e fica meio obcecada com os fatos... aliás, esse é um ponto positivo que merece ressalva: Sparks conseguiu passar boa parte da angústia que o culpado sente, mesmo que sejam tão breves seus trechos.
Na reviravolta do caso (e aí eu já tinha pesquisado quem era afinal o assassino e já sabia) senti que alguns caminhos que o autor seguiu foram uma forma de desviar demais o leitor do verdadeiro culpado e isso descaracteriza o livro como suspense. Mas eram segmentos extremamente necessários para que a trama seguisse como seguiu.
Uma coisa que me incomodou, não mais como um ponto negativo do livro, mas uma característica humana: mesmo já se relacionando com Sarah, Miles prioriza muito sua esposa morta. Achei muito tolerante da parte de Sarah aguentar alguns chiliques dele pois eu sei o quanto deve ser difícil perder uma pessoa que amamos e ainda mais da forma que acontece no livro, mas se ele estava se sentindo disposto a entrar numa nova relação, era chegado o momento de deixar o passado para trás. Ou não? É justamente o desespero do caso mal resolvido que impede Miles de seguir em frente.
Tirando todas essas minhas picuinhas com Sparks, foi uma bela história de amor e perdão, de companheirismo e de honestidade. E que me surpreendeu pois eu sou não-fã declarada do autor e acabei me envolvendo com essa história tanto que, no meio dessa longa crise que venho enfrentando, esse foi um livro que me acompanhou no ônibus e em algumas madrugadas.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Emmi e Leo: A sétima onda, Daniel Glattauer

A sétima onda é exatamente o que eu esperava de um final para @mor :) e após sua leitura fiquei me sentindo plena e satisfeita porque acredito nas relações virtuais, sim. Mas, se eu falar mais sobre isso, estarei dando spoiler.

Vejam só, A sétima onda continua exatamente onde o seu antecessor parou e com um lindo retorno dos diálogos de Leo e Emmi. Preciso levantar e aplaudir o autor pois ele poderia ter perdido mais tempo naquela ladainha de se-encontrar-não-se-encontrar e aqui quero acrescentar que no primeiro livro esse debate foi muito importante, pois que passam isso todos os casais virtuais - mas que um momento essa discussão chega ao fim simplesmente porque ele acontece: o encontro. Daniel Sabia que não era mais pauta para esse livro ficar apenas no modo internético e permitiu aos nossos queridos personagens um encontro físico.

Mas como nos narrar coisas que aconteceram através de emails trocados? até porque nós não temos o hábito de mandar um email narrando para alguém o que nós vivenciamos com essa pessoa. Aplausos novamente, pois o autor faz isso perfeitamente, enquanto os personagem abordam entre si suas impressões, expectativas e decepções, eles nos contam o que houve.

E o que acontece? Leo volta de Boston relacionado com "Pam", o que deixa Emmi enciumada, principalmente porque o casamento dela começou a ruir, além disso, acontece o primeiro - segundo, terceiro... - encontro e as coisas mudam entre os dois.

Mais uma vez o autor mexeu com meus sentimentos, esse foi um livro que me encheu de um sentimento de nostalgia, ao mesmo tempo fiquei zangada com algumas situações e, claro, sorrisos foram derramados sobre a doçura da embriaguez de Leo, o jeito espirituoso de ambos e a ousadia de Emmi.

O fim foi digno de todo meu amor pois [isso talvez seja um spoiler] os recomeços são sempre bem-vindos.

quinta-feira, 26 de março de 2015

E por falar em amor, Marina Colasanti

São tantas coisas a serem ditas que fica complicado colocar os pensamentos em ordem. Primeiro, quero agradecer a uma prima que me deu a oportunidade de conhecer Marina Colasanti, sua escrita, sua inteligência e sua doçura, é uma mulher que eu adoraria ouvir pacientemente, por isso, leio.

O primeiro contato que tive com a autora foi através de Contos de amor rasgados, um livro com continhos e mini continhos que falam de amor de uma forma bem peculiar. Esperava o mesmo de E por falar em amor, mas encontrei algo totalmente contrário. 

Nesse, Marina escreve textos sobre amor, juntando suas experiências, suas opiniões, suas pesquisas literárias, filosóficas e científicas e algumas cenas e passagens da vida alheia... os trechos, aleatórios, são amarrados pelas temáticas dos capítulos, Marina vai crescente.

E por falar em amor, amor é amor em qualquer canto, mas é muito interessante acompanhar a evolução das interpretações e atitudes do amor ao longo dos séculos e até mesmo suas transformações influenciadas por outras questões da sociedade. A autora conseguiu reunir um material muito vasto e que me surpreendeu bastante, pois como se fazia uma pesquisa em 1984 para reunir conteúdos de diversas áreas do conhecimento a fim de construir um livro?

Em alguns momentos, como é de praxe em livros assim, senti a leitura um pouquinho amarrada, sem fluência, mas talvez também seja o fato de eu estar há um bom tempo sem ler, né?! Eram os momentos que a Marina arriscava um pézinho na autoajuda e por falar em amor é sempre bom a gente não dar conselhos, não é verdade?

É um livro que retrata o amor, mas não só ele, estamos falando também de relações, de sexo e de paixões, ou a mistura de tudo isso, ou as motivações do amor, dos romances; passamos também pelos esteriótipos (sentir o amor é para as mulheres...) e pela desconstrução deles. Ou uma tentativa de justificar porque homens e mulheres têm visões tão diversas sobre esse assunto, mas uma justificativa mais apegada ao histórico-cultural da nossa sociedade.

Marina é uma autora bem feminina, mas sem pregar coisas piegas ou restringir a responsabilidade de zelar pela relação e romance à mulher. No mais, é uma leitura que recomendo, as vezes nos faz rir, as vezes nos traz boas reflexões e, no mínimo, nos faz pensar sobre nossas próprias interpretações de amor.

sexta-feira, 20 de março de 2015

O Hobbit, J. R. R. Tolkien

Sim, eu li o Hobbit e, sim, agora estou eu me metendo a resenhá-lo. É uma boa escolha para recomeçar minhas atividades aqui no blog... não?! É um risco, na verdade.

O Hobbit é a história que precede a trilogia O Senhor dos Anéis (que eu não li nem assisti) e conta a história de uma aventura vivida por Bilbo Bolseiro (ou Bilbo Baggins, em inglês) junto ao Mago Gandalf e 13 anões que tentavam recuperar toda sua riqueza há muito roubada por um dragão, Smaug. 

As aventuras são muitas, enfrentam trolls, orcs, lobos e elfos no caminho, tudo isso antes de encarar o próprio Smaug... e eu não sei o que estava exatamente esperando, mas adorei a história, apesar de achá-la lenta em diversos momentos. Não vou me ater aos já costumeiros elogios à Tolkien e sua criação, mas preciso dizer que me surpreendi. Quero dizer, até então, é um universo fantástico (sei que é muito mais explorado nos livros seguintes) e tão envolvente que não é nada difícil de ser absorvido e imaginado.

Tentei ler e assistir ao filme (Uma jornada inesperada) simultaneamente, mas o livro me ganhou por completo e a próxima coisa que farei é assistir o filme. 

Bilbo é uma doçurinha de personagem, com seus medos, sua sensatez, sua coragem, sua fome constante e sua lealdade aos anões, mesmo que muitas vezes no começo da aventura eles o subestimassem e  creio que não haveria escolha melhor para ser o Ladrão da Companhia. E a grande Companhia de Thorin, Escuro de Carvalho... as vezes a agitação dos anões me deixava extremamente irritada, mas muitas outras vezes me sentia satisfeita por ver a bondade deles em relação ao pequeno hobbit, mesmo quando eles não entendiam porque Gandalf havia o escolhido, eles não o deixavam para trás.

Além disso, narrativas em terceira pessoa são sempre melhores (na minha opinião, sem mais) por nos oferecerem um panorama maior dos fatos e a verdade sobre eles, a história é contada livre de opiniões e Tolkien tem um jeito especial de se dirigir ao leitor, adiantando e adiando aspectos da história na medida certa.

O melhor de todos os aspectos e essa característica costumo atribuir, em geral, aos clássicos é que: a história tem começo, meio e fim. O fim acontece. Especialmente, o fim de O Hobbit traz um sabor de fábula, vai além da simples resolução dos fatos.

domingo, 7 de setembro de 2014

Coraline, por que eu não contei sua história?

Hoje fiz o impensável: doei o livro Coraline. Com medo, com remorso e com saudade, parafraseando Manuel Bandeira. Quando o entreguei nas mãos do aluno (meu aluninho do projeto Clic@v) já me sentia arrependida e ao mesmo tempo satisfeita, doar livros faz parte da minha rotina já há um tempo.

Li Caroline Coraline em 2013 e foi na época que comecei a vacilar com o blog e terminei não escrevendo sobre o livro aqui... Assim como o filme, Coraline é um terror bem psicológico para crianças, mas que eu recomendaria a leitura para os maiores de 14 anos. Coraline atinge o público infanto-e/ou-juvenil justamente por atacar um ponto em comum a todos: a insatisfação com o mundo ao redor... quem nunca desejou, nem por um segundo, ter uma vida, uma casa, uma família diferente? Ao encontrar uma passagem para outro mundo, Coraline encontra também o dilema: o que ela tem x o que ela quer. Simples, mas desde pequenos sabemos que (1) querer está tão longe de poder e (2) tudo tem um preço. Nessas idas e vindas de um universo para o outro, Coraline descobre o preço a ser pago para ter a vida que deseja e como coisas macabras podem se esconder com as fantasias das nossas ilusões...

Aparentemente, o mundo de lá (que é o mundo além do nosso) é perfeito (como nós achamos que ele é), mas o perigo da perfeição começa a se mostrar nas minúcias captadas por Coraline... Apesar de eu dizer: recomendo para as crianças "maiorzinhas", Coraline é o típico livro voltando para o público mais jovem: cheio de lições didáticas e morais, nos deixa várias reflexões sobre como lidamos com o mundo ao nosso redor, temas como coragem e amor são explorados de uma forma encantadora.

Neil Gaiman é muito fantástico (fantasioso/excepcional) em sua elaboração e, embora eu tenha lido apenas esse livro, tenho a convicta impressão de que toda sua obra é assim. Ele nos envolve. A colocação exata sobre o que acontece ao abrir esse livro é: ele nos seduz assim como o mundo de lá seduz a Coraline...


quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Mar de rosas, de Nora Roberts

Ok, eu sei que de Abril para cá o blog simplesmente não andou quase nada. Mas fiz uma excelente leitura recentemente daquelas que não posso deixar de falar aqui... Minha recessão nas postagens é consequência de uma recessão nas leituras porque estava faltando algo nos livros que me prendesse e me impelisse a continuar...

Mar de rosas conseguiu me segurar e me deixar ansiosa, voltei a sentir aquele velho desejo de ficar horas e horas com o livro sem querer fazer mais nada... e, quando estava fora de casa, tudo que queria era voltar para ler. Nora Roberts é uma autora que possui um jeito doce de escrever, principalmente seus romances e neste não foi diferente.

Emma é florista e sócia da Votos, empresa que realiza casamentos e, ao contrário da sua amiga Mac - protagonista do livro Álbum de casamento - ela possui uma família bem estruturada e alicerçada em amor, portanto, sonha em encontrar um verdadeiro amor para a vida inteira... Entretanto, não têm aparecido caras muito interessantes na sua vida e é na volta de um encontro, quando seu carro quebra, que ela topa com Jack, seu amigo de infância, um cara que ela considera como irmão. Nessa noite, o clima é diferente, eles se olham e se veem. Infelizmente, Jack é o tipo de homem independente, que não está nem um pouco interessado em encontrar um amor para a vida toda. Após alguns novos encontros o clima entre eles começa a esquentar e ambos decidem viver essa paixão sem muitas expectativas...

Confesso que o livro anterior me convenceu mais, embora Jack e Emma tenham muita química e vivam aquele romance fantástico que é o amor entre amigos (quem não ficaria feliz em encontrar o melhor amigo e o amante na mesma pessoa?), a evolução entre os sentimentos de Mac e Carter foi mais fofinha *-*

Aliás, Jack e Emma cometem os erros que muitas vezes nós mesmos cometemos: deixamos grandes oportunidades passarem porque não dizemos o que sentimos, não fazemos o que queremos... Nora Roberts acerta nisso: na realidade dos sentimentos, no receio que a paixão-só-sexo se transforme em amor (Isso me faz lembrar que, segundo Marçal Aquino, o amor é sexualmente transmissível), que o sentimento não seja recíproco. Emma vive o dilema que toda mulher vive ao desejar um homem para a vida inteira sem querer pressioná-lo. E Jack é o clássico homem "gosto-de-você-mas-não-estou-pronto-para-casar".

Essa série é um amor completo, mas o que senti falta em Mar de rosas foi um maior envolvimento emocional entre os personagens, a autora focou tanto em outras preocupações e acabou esquecendo de criar um elo maior, de explicar melhor esse antigo sentimento... Dei 3 estrelinhas!

Acrescentando o fato de que alguns motivos e comportamentos no final das contas foram infantis, exagerados e forçados. Certas picuinhas ali podiam ter sido evitadas com maturidade!

Por fim, já ficou bem claro quem serão os pares dos próximos livros...

domingo, 22 de junho de 2014

Primeiro amor, James Patterson

Oi, depois de tanto tempo... cá estou eu para falar de um dos últimos livros que li: Primeiro amor do autor James Patterson. A verdade é que faz tanto tempo que eu não faço uma resenha que perdi até a prática... rs. Eu não devia ter abandonado o blog desse jeito, mas vocês devem ter percebido que nos últimos doze meses minha vida anda meio agitada, hein?! Agora talvez eu me ajeite.

Tenho a terrível sensação que ultimamente tenho esbarrado em diversos livros clichês... Primeiro amor tem todos os ingredientes para emocionar uma pessoa, mas foi exatamente isso que me deixou um tanto quanto ressabiada com o livro. Ele é clichê demais e um tanto difícil de acreditar.

Aliás Um amor para recordar, A culpa é das estrelas e Primeiro amor têm todos a mesma lição final sobre como aproveitar e amar a vida... é o sumo dos "cancer books" e o segredo que eu vou guardar, vocês todos já devem saber... pois é!

Axi é a garota certinha, que vive com o pai alcoólatra desde que sua irmã faleceu, devido a um câncer, e sua mãe partiu... e Robinson é exatamente o oposto disso, mas o melhor amigo dela. Juntos, eles decidem partir numa viagem pelos Estados Unidos, com carros roubados e tudo mais... e o que, a princípio, seria a aventura de suas vidas, se mostrou como uma viagem para conhecerem a si mesmo e encontrarem o verdadeiro amor.

Mas eu não sei o que houve... o livro não me convenceu, não me emocionou, não me tocou. Me pareceu superficial e forjado (embora tenha sido baseado numa história da vida do próprio James Patterson - e que bem contada logo no começo revelando coisas que não precisavam ser tão ditas de cara).

Não é uma leitura ruim, mas não é algo muito marcante, os personagens em si não são marcantes nem têm aquelas tiradas de efeito que nos faz recordá-los. É um livro bem juvenil, com um tantinho de coisas inverossímeis e aquele efeito que causa o primeiro amor sincero...

Aliás, pesquisando agora a imagem da capa do livro para colocar... pensei que esse livro me faz lembrar o filme Meu primeiro amor.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Terra sem lei, de John Sandford

Numa maravilhosa pousada para mulheres com atividades envolvendo passeios na natureza, uma riquíssima empresária é assassinada com um tiro na testa enquanto remava num lago... o criminoso conseguiu a proeza de dar um tiro certeiro na mulher a uma imensa distância.

Erica era uma empresárias prestes a assumir a presidência da empresa e, infelizmente, estava conquistando o desafeto de algumas pessoas também por suas aventuras amorosas. Muitas pessoas têm motivo para tê-la assassinado, sua namorada, seus funcionários e até mesmo suas novas amigas. E, principalmente, muitas pessoas têm muito a esconder sobre o que sabem para preservar sua própria imagem. No meio de tantas intrigas, confusões, paixões, traições e mentiras, está o detetive Virgil Flowers tentando solucionar esse crime enquanto o assassino (ou a assassina?) está a solta... 

Mas ninguém comenta com Virgil que outra hóspede da pousada que também havia se aproximado de uma bandinha country da cidade também foi assassinada há quase dois anos... O que a pousada e a banda têm a ver com esses assassinatos? E o que causou a morte de Erica: dinheiro ou sexo?

terça-feira, 1 de abril de 2014

A corte do ar, Stephen Hunt

Para começar abril, hoje vou compartilhar com vocês minhas impressões de leitura do primeiro steampunk que tive oportunidade de ler: A corte do ar, o livro nº 2 da Coleção Bang! publicada pela editora Saída de Emergência Brasil. Se em algum momento eu trouxer observações óbvias ou clichês, lembrem que sou novata no assunto.

Molly Templar é uma garota que vive em um orfanato e sempre perdendo seus empregos, até que ela é contratada para trabalhar num bordel. No entanto, seu primeiro cliente é um homem que está disposto a matar qualquer pessoa para alcançá-la. Molly consegue escapar com ajuda de homens-vapor (máquinas com vida), mas por qual motivo alguém estaria perseguindo uma órfã?

Enquanto isso, Oliver Brooks, também órfão, é um adolescente encantado (e, por esse motivo, fichado) que vive com seu tio na pousada dele e trabalha fazendo pequenos mandados. É quando seu tio é assassinado após receber um hóspede muito estranho que as coisas na vida de Oliver começam a mudar. Acusado de assassinar o tio, ele também parte numa fuga ajudado justamente por este hóspede estranho... por que alguém mataria seu tio? O que é essa tal Corte do Ar para qual seu tio trabalhava? O que são essas vozes na cabeça de Oliver?

Ambos os jovens, em circunstâncias diferentes, partem numa fuga daqueles que estão caçando-os... os motivos? Ambos possuem poderes muito importantes e são, portanto, procurados pela Corte do Ar, uma polícia secreta espalhada pelo céu planejando uma sociedade perfeita.

domingo, 23 de março de 2014

Quando tudo volta, de John Corey Whaley

Quando você começa um livro sem expectativas e de repente se surpreende e fica fisgada com a trama e a narrativa do autor, você atravessa a madrugada até chegar à última palavra e enfim dormir satisfeito. Foi assim que me senti com Quando tudo volta. John Corey Whaley simplesmente me ganhou, com uma história aparentemente simples, mas completamente convincente e cheia de sentimentos (sem ser sentimentaloide).

Cullen é um menino de dezessete anos que leva uma vida normal numa cidade pequena e sem graça. Na verdade, ele também é bem sem graça. O oposto do seu irmão, Gabriel, que é extrovertido, simpático, bem humorado. A mãe dos dois é cabeleireira e seu pai trabalha fazendo transporte de equipamentos para escavações de poços.

Recentemente, um primo dos rapazes faleceu devido ao consumo de drogas e a família está em crise. Além de todo esse problema, Gabriel simplesmente desaparece. Se aconteceu algo ruim ou se ele fugiu, ninguém sabe. E ninguém além de Cullen parece estar muito interessado porque surgiu um homem dizendo que naquela remota cidade existe uma espécie de pássaro já declarado extinto e isso, momentaneamente, é mais importante que o sumiço de um rapaz de 15 anos.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Olho por olho, de Siobhan Vivian e Jenny Han

Eu, que não sou muito fã de livros juvenis, gostei muito de Olho por olho. Começo assim.

Lillia, Kat e Mary estão começando o último ano do Ensino Médio na escola da Ilha Jar. Entretanto, embora elas sejam, juntas, as protagonistas e narradoras dessa história, até então, elas não são amigas e nem se falam... aliás, Kat e Lillia já foram amigas, agora não são mais e Mary é novata. O que essas três garotas têm em comum? Motivos para se vingar das mesmas pessoas. E é isso que as une: três garotas distintas com três problemas diferentes e uma palavra: vingança.

Kat está cansada de sofrer bullying por ser de uma família pobre. Lillia quer proteger sua irmã e evitar que certas coisas aconteçam com ela. E Mary precisa se livrar de fantasmas do passado.

Vocês já ouviram aquela máxima que diz que "Um inimigo comum constitui um vínculo de amizade muito mais duradouro do que qualquer outro espírito do homem, dinheiro ou mulher, pode conceber”¹? Pois bem, isso resume o sentido de Olho por olho, a união entre as três meninas é completamente improvável, mas elas estão determinadas a se vingarem e juntas serão capazes de tudo!

sábado, 15 de março de 2014

Claro que te amo, de Tammy Luciano

A verdade é que li este livro em 2013... e até agora não tinha escrito nada sobre ele, mas inspirada pela leitura de um nacional de Marina Carvalho, decidi tomar essa coragem. É preciso salientar que a opinião exposta aqui não é nova, ela foi postada na fanpage do blog em 16.10.13 (confira aqui).

Atentem para o fato de que eu gosto da Tammy Luciano, acho ela uma pessoa adorável, até tenho ela no facebook. Além disso, li e gostei muito de seu outro livro (Garota replay) porque o achei bem original.

Após ter namorado seis anos e ter sido traída por André, Piera decide assistir de penetra o casamento dele para que possa dar continuidade à sua vida (aquele velho empurrão para cair a ficha), mas nem tudo pode ser tão simples porque sua mãe, que a abandonou quando ela era pequena, apareceu novamente e a vida de Piera está de cabeça para baixo.