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segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Não tenho opinião sobre O velho e o mar

Exato, o título do post expressa tudo que senti ao término da obra. Talvez agora, após ter conversado com outras pessoas que leram, eu já consiga me sentir melhor sobre o livro, mas, quando eu terminei de ler a última palavra, fiquei tipo desorientada de sensações. Era só aquilo?

"Só aquilo" parece crueldade ou pobreza minha para falar de um livro tão importante, mas me permitam essa honestidade. Havia recebido indicações de pessoas que confio a respeito da leitura, mas durante e ao término dela fiquei com uma imensa sensação de frustração.

Nem a crueza nem as metáforas, pois sou acostumada com ambas as características em diversos livros, mas, para mim, Hemingway foi um tanto cru de forma que demorei demais a entender o que podia ou não ser metafórico por ali e fiquei assim sem opinião.

Há sim, não nego, uma beleza na história do pescador Santiago, considerado pescador sem sorte (e gente do mar é gente supersticiosa, vocês sabem), que após meses, dia após dia, sem conseguir peixe, se mete mais uma vez ao mar a fim de pescar algum graúdo e, ao fisgá-lo e ser fisgado por ele, persegue-o e é levado por ele. Santiago insiste no peixe durante dias até que consegue prendê-lo ao barco, o peixe é maior que qualquer outro que tenha visto na vida... mas ele é pescador sem sorte.

Sem sorte, mas cheio de perseverança, essa foi a única coisa que consegui extrair de cara de O velho e o mar, estamos diante de alguém que não se deixa levar simplesmente. E, quando deixa, não é por se entregar, mas por ir atrás do que almeja.

Olhando assim, até parece que encontrei algo mais profundo na obra, mas estou sendo honesta quando digo que não, essa foi uma leitura completamente despropositada para mim nesse momento.

Fiquei me sentindo extremamente pobre e insensível com a obra. Alguém além de mim se sentiu assim apática?

quinta-feira, 6 de março de 2014

Coisas que ninguém sabe, Alessandro D'Avenia

Coisas que ninguém sabe é uma leitura difícil, apesar de ser juvenil, o autor usa de uma linguagem cheia de metáforas, erudita e extremamente poética (não gosto!). Não é o meu tipo favorito, me afetou, mas não me arrebatou. D'Avenia me ganhou na construção dos personagens e na forma que desenvolveu sua trama. Transformando o comum em especial.

Margherita, aos 14, está a começar o liceu (ensino médio) quando recebe a notícia que seu pai foi embora de casa. Agora, está em crise. Mas aos poucos junta em si coragem, incentivada pela avó, um professor e um colega da escola, a empreender-se numa viagem em busca do pai.

Há uma beleza estranha na lenta composição e exposição dos fatos.