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sábado, 23 de março de 2013

O Lorde Supremo de Trudi Canavan

Eu não tenho vontade nenhuma de falar sobre O Lorde Supremo, a gente sempre sofre com o último livro de uma série. Mas esse me deixou completamente desestruturada.


ATENÇÃO! 
Essa resenha pode conter segredos de enredo dos livros:
O clã dos magos e A aprendiz.

Depois de descobrir que possui potencial mágico, decidir permanecer no Clã dos Magos, tornar-se uma aprendiz, sofrer diversos preconceitos, ser afastada do seu mentor e ficar sob a guarda do Lorde Supremo e misterioso Akkarin, Sonea tem levado uma vida “tranquila”. Agora, um ano após ter desafiado Regin e ganhado, ela conquistou respeito entre os outros aprendizes.

Entretanto, diversos problemas estão afligindo o Clã, os assassinatos na favela continuam e Sonea sabe coisas sobre o Lorde Supremo que ninguém mais sabe e que podem ser muito perigosas. Akkarin argumenta em seu favor alegando que tudo que ele fez, foi para o bem de Kyralia e dos países aliados. Ele pede sua ajuda para combater inimigos nunca antes conhecidos e muito fortes... Mas pode ser tudo uma grande mentira para usá-la n um plano maligno... Confiar nele ou não?

Prefiro contar pouco sobre o enredo desse livro porque tem muitas surpresas maravilhosas a serem descobertas durante a leitura de O lorde supremo. Nos dois primeiros livros, muitas pessoas e eu reclamamos do ritmo lento da narrativa – percebe-se a evolução da autora Trudi Canavan nesse livro, sem cenas demasiadamente desnecessárias, sem repetições de situações, um ritmo muito mais ágil e... enfim, livro excelente.

A criação da Trudi continua impecável, o Clã é uma instituição conservadora e cheia de protocolos e não existem meias regras ou soluções fáceis, crimes são severamente punidos, independente das consequências.

Nesse volume, conhecemos melhor diversos personagens, vemos uma Sonea mais madura, mais confiante, mais convicta das suas escolhas e atitudes. Dannyl é outro personagem carismático e que também está mais seguro sobre si. Dorrien e Cery reaparecem e cumprem bem seus papeis aqui e – ufa! – a autora não usou nem abusou de triângulos amorosos ou ceninhas de ciúme [até porque esse livro foi escrito há um tempinho, né, antes dessa onda de mesmice]. Os personagens estão cada vez mais cativantes e, para o bem ou para o mal, conhecemos melhor o ambíguo e misterioso Akkarin.

Fiquei feliz ao constatar que a história possui uma linha cronológica com começo, meio e fim – incluindo um belo ápice e acontecimentos fortes que mexem com o leitor. A trilogia do Mago Negro possui magia, mas não é um conto de fadas. Claro que sofri com alguns rumos que a trama tomou, mas fiquei satisfeita com todos eles e admiro a sensatez da autora em suas escolhas e fiquei surpresa com a naturalidade que a autora matou os personagens na hora certa, sem usar de artifícios para criar um falso felizes para sempre. Sem a necessidade de oferecer mais nenhuma introdução – coisa que foi lentamente feita nos dois volumes anteriores – O Lorde Supremo vai direto ao ponto, é bem ágil e quase impossível de largar.

Estou com o coração partido por ter acabado essa série, mas recomendo-a com todo meu louvor! E – milagre – eu favoritei esse livro!!

Ah, sim, no fim sobra espaço para mais histórias sobre Sonea e o Clã dos Magos... isso é trazido pela autora na trilogia “The Traitor Spy”, mas ainda não saiu nenhuma posição da editora sobre a publicação no Brasil.

Ficha técnica do livro aqui :)

segunda-feira, 4 de março de 2013

A aprendiz de Trudi Canavan

Eu não tinha gostado tanto assim de O clã dos magos, o livro tinha sido arrastado em diversas partes e sem um ponto muito alto na trama. Iniciei a leitura de A aprendiz sem muito ânimo, mas preciso admitir que esse foi bem melhor porque a parte introdutória já passou e agora veio a melhor parte: o Clã e o treinamento de Sonea.

Ok, é muito estranho uma pessoa resenhar o primeiro livro de uma série e outra resenhar o livro dois, então eu fiz uma nova resenha de O clã dos magos e agora trago para vocês a resenha de A aprendiz :) O motivo é que.. meu primo não conseguiu concluir a leitura desse livro. Mas não que o livro seja ruim, meu primo é que é preguiçoso.

Aliás, esse livro realmente não é ruim. Ele é bem melhor que o primeiro da série...


Essa resenha pode conter spoiler do livro O clã dos magos. Ou não.

Sonea agora passará por um treinamento para se tornar uma maga, mas as coisas não são tão simples, afinal ela enfrenta preconceitos da parte dos magos e dos outros aprendizes, que não aceitam que uma pessoa da favela seja aceita no Clã dos Magos.

Com ajuda de Rothen na sua instrução, Sonea logo mostra o quanto está apta para ir cada vez mais longe com o treinamento e todo seu potencial de magia. Entretanto, Regin, outro aprendiz, está decidido a não deixá-la ter paz.

Por causa de um evento presenciado por Sonea envolvendo o lorde  supremo, Dannyl parte numa jornada a fim de descobrir mais sobre o passado cheio de segredos de Akkarin. Afinal, ele é bom ou mau?

Além disso, uma série de assassinatos misteriosos tem assombrado Imardin e ficamos todo o livro desconfiados.

Eu não quero dar muitos detalhes sobre o enredo do livro, mas preciso dizer que o ritmo desse é bem mais acelerado e, logo de começo, embarcamos na história. Entretanto, a autora mantém sua característica de repetir a mesma situação e, em determinados momentos, chega a ser tedioso.

Regin é um bom vilão, mas não senti nem afeto nem desafeto por ele. Preciso dizer que eu confio no Akkarin e gosto dele, espero não me decepcionar no próximo livro.

Em A aprendiz, surge um novo amor na vida de Sonea, mas não me senti incomodada pela sombra de um iminente triângulo amoroso. Aliás, nesse livro, a autora quase deixa a favela completamente de fora e eu não senti falta. Foi bem melhor viajar com Dannyl por outros territórios e pela história.

A resenha ficou curta e corrida, mas a verdade é que as tramas são curtas e o enredo é que é estendido, a autora Trudi Canavan se prolonga em algumas coisas que não precisavam ser tão prolongadas assim e, apesar de trazer um universo novo, não traz muitas novidades entre o começo e o fim do livro.

Por enquanto, recomendo a trilogia para os amantes de fantasia. E em breve quero trazer para vocês um debate sobre o magnífico e o maravilhoso....

Beijocas!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

O clã dos magos de Trudi Canavan (resenha 2)


Em Kyralia, a Purificação, um evento onde os Magos saem do Clã em Irmadin para "limpar" a cidades das más pessoas, acontece em todos os invernos. Geralmente, os jovens das favelas atiram pedras nos magos para mostrar sua represália, embora não possam atingí-los. Mas algo diferente aconteceu: Sonea atirou uma pedra que quebrou a barreira de segurança dos magos e acertou um deles. Agora ela precisa fugir antes que eles a capturem afinal o Clã só aceita jovens magos das Casas [parte rica] e certamente o destino de uma favelada maga selvagem é a morte.

Ela recebe ajuda de alguns amigos, principalmente Ceryni, para se esconder no subterrâneo das favelas, mas os magos estão altamente determinados a encontrá-la. Aos poucos, Sonea começa a experimentar a sua magia e descobre que basta procurar sentimentos fortes dentro de si para colocá-la em prática, até que ela começa a perder o controle sobre seus poderes. Sonea está fugindo dos magos enfurecidos, mas precisa da ajuda deles para não colocar em risco a vida das pessoas que a cercam.

Em uma trama com altos e baixos, o livro possui uma história tão rica que chega a ser cansativo em alguns momentos, a autora deu muitas voltas para chegar a um lugar tão previsível. Admito que achei diversos personagens sem importância e que poderiam ter diminuído consideravelmente o número de páginas do livro.
Achei que o livro não teve uma ação ou clímax que me deixasse fissurada e, apesar de um bom final, o melhor deve ter ficado para os próximos livros.

Apesar de tratar diversos assuntos importantes e de criar todo um universo próprio, a autora prolongou algumas situações que deixaram o livro maçante.

A sociedade é muito dividida e a autora aborda de uma forma muito crua o preconceito; a aversão simultânea que as Casas e a favela têm entre si e talvez esse seja um dos pontos altos da trama. Existe muito mais por trás da história da menina da favela, intrigas começam a surgir no Clã sobre aceitar ou não aceitar; pessoas começam a agir segundo seu interesse e se tornam "vilões"; a própria Sonea passa por uma difícil crise de aceitação e ambos os lados precisam rever e superar seus preconceitos.

Por ser um livro introdutório, ela usa metade do livro no mesmo contexto com a finalidade de apresentar melhor a história da cidade, a formação das favelas, o funcionamento das favelas e o Clã. Confesso que eu estava mais ansiosa para conhecer o Clã e não tive tanta oportunidade assim.

Fiquei sem muitas expectativas para o segundo livro da série.

|| Informações:
O clã dos magos (The black magician's Guild)
Trudi Canavan
Editora Novo Conceito
Tradução de Robson Falchetti Peixoto
446 páginas

Se você quiser ler outra resenha desse mesmo livro aqui no Amor por Clássico, clique aqui.
Esta resenha foi escrita em julho de 2012.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

O clã dos magos de Trudi Canavan


Sonea é uma garota que mora na favela com seus tios Jonna e Ranel, que assim como todas as pessoas odeia o Clã dos Magos.

Durante a Purificação, que é o que acontece todo ano aonde os Magos vão às ruas de Imardin para expulsar da cidade mendigos e vagabundos, Sonea junta toda sua raiva numa pedra e a joga na direção dos Magos, que para sua surpresa atravessa o escudo protetor deles, deixando um mago inconsciente. Depois disso começa uma perseguição em que Sonea e Cery, seu amigo, estão sempre a se esconder do Clã, que fica dividido entre Magos que a querem ou não junto a eles.

A trama do livro foi bem bolada, mas no final faltou a autora explicar o que aconteceu à Cery quanto à Faren, um ladrão que ele prestava favores. Em minha opinião o Clã é formado por diferentes tipos de Magos. De Magos que fazem uso correto da magia a outros que praticam a proibida magia negra. A favela é um lugar formado por pessoas que acima de tudo odeiam o Clã, formada por ladrões que oferecem proteção e outras coisas em troca de favores sendo bastante desprezados pelos moradores.

No Clã, Sonea aprende que nem todos os Magos são horríveis como os mais velhos contavam, que a maioria faz o que faz na Purificação por ordem do Rei e não porque querem. Os Magos (nem todos) aprendem que os favelados não são imundos trapaceiros como eles acharam quando descobriram que havia uma maga selvagem a solta que deveria ser encontrada e trazida para o Clã e que não há nada de mais em aceitá-los. Eu posso dizer que o livro é bom porque eu gosto de histórias de fantasia.

Se tem um defeito, é que durante boa parte do livro, Sonea e Cery estão sempre fugindo e isso fica meio chato.

Mas tudo compensa no final que é super empolgante e eletrizante.

por Arthur
|| Informações:
O clã dos magos (The black magician's Guild)
Trudi Canavan
Editora Novo Conceito
Tradução de Robson Falchetti Peixoto
446 páginas

|| Observações:
Gente, esta é a primeira participação de Arthur aqui no blog o/ E teremos mais.
Beijocas da Mi!