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quarta-feira, 22 de julho de 2015

Lendo Harry Potter: A câmara secreta

Esse post vai seguir a mesma linha de publicação de Lendo Harry Potter: A pedra filosofal pois eu não tenho intenção aqui de chegar e resenhar Harry Potter, embora eu esteja sendo muito pretensiosa se pensar que eu resenho algo nesse blog, me contento de saber que expresso minhas opiniões de leitura...

Falar sobre Harry Potter é mexer num assunto que durante anos foi tão blargh para mim e agora fico até incomodada de admitir que gosto dos livros, pois fere meu orgulho de anteriormente não ter mostrado nenhum interesse.

Lembro que, quando pequena, meu pai alugou o filme numa locadora e achamos as cenas um tanto escuras e minha mãe me  proibiu de assisti-lo porque eu tinha problemas com filmes, gibis etc que não possuíssem uma ambientação bem clara. Parece uma grande bobagem e um mau argumento, mas é a verdade.

Os livros chegaram na minha vida bem depois disso, mas o interesse não despertou. Como eu já comentei com vocês, tenho os livros desde 2011 e li o primeiro em 2013, nessa estatística de certeza eu leio o 3º em 2017!!

No começo, esse me pareceu enfadonho... tão enfadonho quanto o começo do primeiro e tudo que eu sentia era uma tremenda vontade de dormir ou cochilar, enfim, abria HP2, lia uma linha e dormia um bocado. Mas depois as coisas começaram a melhorar e o livro começou a fluir super rápido de modo que li por inteiro entre os dias 14 e 16 de julho.

Mas devo observar que algumas coisas já começam a saltar aos meus olhos sobre como a autora escreve, muito bem por sinal, mas os mistérios são sempre solucionados apenas no final, aparecem pistas sim, mas não são suficientes para o leitor sentir aquele aha!  e descobrir sozinho, não sei quanto isso me incomoda, mas gosto de livros que o leitor consegue achar as respostas sozinho, se quiser. Estou conseguindo me fazer entender?

Esse último ponto citado não diminuiu meu afeto pelo livro que ganhou nota 5 no skoob, mas fico me perguntando se todos os problemas vão ser o Lord Voldemort no final e se coisas como a ajuda de Dumbledore vão aparecer aleatoriamente e justamente quando Harry mais precisa...

No mais, Gleidson disse que vou gostar mais a partir do 3º. Se eu gostar, diminuirei a nota desses dois primeiros para 4... e isso me fez lembrar aquele conceito da Hazel de guardar o 10 para a pior dor de todas... eu devia estar guardando minhas 5 estrelas?

domingo, 7 de setembro de 2014

Coraline, por que eu não contei sua história?

Hoje fiz o impensável: doei o livro Coraline. Com medo, com remorso e com saudade, parafraseando Manuel Bandeira. Quando o entreguei nas mãos do aluno (meu aluninho do projeto Clic@v) já me sentia arrependida e ao mesmo tempo satisfeita, doar livros faz parte da minha rotina já há um tempo.

Li Caroline Coraline em 2013 e foi na época que comecei a vacilar com o blog e terminei não escrevendo sobre o livro aqui... Assim como o filme, Coraline é um terror bem psicológico para crianças, mas que eu recomendaria a leitura para os maiores de 14 anos. Coraline atinge o público infanto-e/ou-juvenil justamente por atacar um ponto em comum a todos: a insatisfação com o mundo ao redor... quem nunca desejou, nem por um segundo, ter uma vida, uma casa, uma família diferente? Ao encontrar uma passagem para outro mundo, Coraline encontra também o dilema: o que ela tem x o que ela quer. Simples, mas desde pequenos sabemos que (1) querer está tão longe de poder e (2) tudo tem um preço. Nessas idas e vindas de um universo para o outro, Coraline descobre o preço a ser pago para ter a vida que deseja e como coisas macabras podem se esconder com as fantasias das nossas ilusões...

Aparentemente, o mundo de lá (que é o mundo além do nosso) é perfeito (como nós achamos que ele é), mas o perigo da perfeição começa a se mostrar nas minúcias captadas por Coraline... Apesar de eu dizer: recomendo para as crianças "maiorzinhas", Coraline é o típico livro voltando para o público mais jovem: cheio de lições didáticas e morais, nos deixa várias reflexões sobre como lidamos com o mundo ao nosso redor, temas como coragem e amor são explorados de uma forma encantadora.

Neil Gaiman é muito fantástico (fantasioso/excepcional) em sua elaboração e, embora eu tenha lido apenas esse livro, tenho a convicta impressão de que toda sua obra é assim. Ele nos envolve. A colocação exata sobre o que acontece ao abrir esse livro é: ele nos seduz assim como o mundo de lá seduz a Coraline...


segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Lendo Harry Potter: A pedra filosofal +

Meta de leitura 2013 em fotos #38: Harry Potter e a Pedra Filosofal

Não, isso não é uma resenha. É apenas um relato ou reflexos de leitura. Eu nunca tinha lido Harry Potter e já estava começando a passar vergonha por isso, então decidi comprar os livros em... 2011! Sim e de lá para cá eles (os 4 primeiros, que eu ainda não sei os títulos nem a sequência, desculpem, não vou pesquisar porque estou sendo sincera) estavam esperando uma oportunidade. Eu tinha até começado a ler o primeiro há algum tempo, mas tive que parar por causa de trabalhos da universidade.

Recentemente uma prima que adora ler (são várias!) me contou que estava lendo a série e amando. Essa prima minha merece um post motivacional aqui no blog. Mas voltemos. E eu comentei que tinha os quatro primeiros. E ela decidiu me emprestar os outros três.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

As vantagens de ser invisível de Stephen Chbosky

Recentemente houve um boom na blogosfera literária - e cinematográfica - com o livro As vantagens de ser invisível por causa do filme recém lançado. E eu acabei conferindo o que tinha de tão bom no livro para tanta gente amar e algumas recomendarem como o melhor livro que já lido.

Narrado de forma epistolar, o livro possui um texto fluido, uma linguagem simples e um protagonista cativante. E eu acredito que a sua interação com o livro depende (1) das suas expectativa, (2) do momento da sua leitura e (3) das suas experiências de vida.

Um menino de 15 anos que de identifica por Charlie começa a escrever cartas para um desconhecido. Não sabemos quem é Charlie na verdade ou se o destinatário é real ou imaginário.