Quando você começa um livro sem
expectativas e de repente se surpreende e fica fisgada com a trama e a
narrativa do autor, você atravessa a madrugada até chegar à última palavra e
enfim dormir satisfeito. Foi assim que me senti com Quando tudo volta. John Corey Whaley simplesmente me ganhou, com
uma história aparentemente simples, mas completamente convincente e cheia de
sentimentos (sem ser sentimentaloide).
Cullen é um menino de dezessete
anos que leva uma vida normal numa cidade pequena e sem graça. Na verdade, ele
também é bem sem graça. O oposto do seu irmão, Gabriel, que é extrovertido,
simpático, bem humorado. A mãe dos dois é cabeleireira e seu pai trabalha
fazendo transporte de equipamentos para escavações de poços.
Recentemente, um primo dos
rapazes faleceu devido ao consumo de drogas e a família está em crise. Além de
todo esse problema, Gabriel simplesmente desaparece. Se aconteceu algo ruim ou
se ele fugiu, ninguém sabe. E ninguém além de Cullen parece estar muito
interessado porque surgiu um homem dizendo que naquela remota cidade existe uma
espécie de pássaro já declarado extinto e isso, momentaneamente, é mais
importante que o sumiço de um rapaz de 15 anos.
