Mais uma resenha da série Os Bridgertons da autora Julia Quinn que vem sendo publicada aqui no Brasil pela editora Arqueiro e hoje vamos falar do livro nº 3: Um perfeito cavalheiro que narra a história de Benedict, o segundo filho da grande família!
Esse livro é uma releitura do clássico Cinderela... Sophie, destratada pela madrasta após a morte do pai (pois madrasta não é mãe!) leva uma vida de criada desde pequena. Aos 18 anos de idade surge a oportunidade de ir a um único baile da alta sociedade e, apoiada pelos criados que lhe têm afeição, ela vai ao baile anual de máscaras dos Bridgertons - o evento em Londres. Nesta noite, tem o prazer de conhecer Benedict, mas chegada à meia-noite ela precisa fugir de volta para casa sem que ele possa identificá-la para encontrá-la posteriormente.
Pouco depois, ocorre de sua madrasta expulsá-la de casa. Vivendo como criada, passam-se 3 anos até que ela reencontre Benedict, mas ele não a reconhece de cara, embora se sinta extremamente atraído por uma... criada! Para ficar com Sophie, ambos precisam enfrentar seus preconceitos e os preconceitos da sociedade.
O fim vocês e eu já sabíamos antes mesmo de lermos a história e devo dizer que essa foi uma das que menos me encantou. Benedict até então tinha sido um dos irmãos menos explorados nos dois livros anteriores e nesse eu não tinha nenhuma afeição por ele. Quanto aos sofrimentos de Sophie... foram tantos! Ultimamente ando meio incomodada com esses protagonistas sofrendo tanto hehe e eu sei que uma forma de fugir disso seria dar um tempo nesses romances, sempre alguém tem um trauma, mas não consigo evtar.
Quando Benedict sugere que Sophie se torne sua amante, senti uma extrema raiva de toda a situação e, enfim, repito que foi o livro que menos me agradou. Primeiro porque ele tinha razão em pedir o que pediu e segundo porque ela tinha razão em se recusar a aceitar o pedido e terceiro que eu não conseguia ver um paliativo. Aí fiquei pensando que, de perfeito cavalheiro, Benedict Bridgerton não tinha nada!
A saída de Julia Quinn foi muito boa... mas também muito espalhafatosa e, embora eu tenha começado o livro sem ter me afeiçoado a Benedict, estava convicta que eu seria um par muito melhor para ele! e teria causado menos confusões, me incomodou um pouco o exagero dos acontecimentos do final. Eu queria que a autora tivesse apostado menos, mais baixo.
MAS é uma série que recomendo com louvor por ser prazerosa e rápida de ler. Quem ama romances, pode investir!
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quarta-feira, 5 de agosto de 2015
sábado, 25 de julho de 2015
O visconde que me amava
Não sei como é possível que esse livro tenha sido ainda mais fofo que o anterior... na verdade, ambos estão ainda disputando entre meus favoritos da série e, posso dizer isso meio tranquila, pois já li os quatro primeiros.
Em O visconde que me amava conhecemos a história romântica de Anthony, o irmão mais velho da família Bridgerton, o responsável por proteger e zelar pela família desde a morte do pai quando ele tinha 18 anos. Agora, 10 anos depois, chega o momento de ele começar a pensar em dar um fim na sua vida de libertino e engajar num compromisso sério e, prático como ele é, a pessoa certa é Edwina Sheffield, pois um dos ideais de Anthony é ter uma esposa que possa respeitar e ter filhos, mas não amá-la.
É sabido por todos que, para conquistar a mão de Edwina, é preciso primeiro agradar e obter a aprovação de sua meia-irmã Kate. Entretanto, para dificultar a vida de Anthony, Kate não acredita que um homem possa deixar de ser um libertino e que um libertino jamais poderá ser um bom marido e, para proteger a irmã, se opõe de todas as formas a esse cortejo.
Buscar a aprovação de Kate gera uma estranha aproximação entre eles dois e muitas coisas podem fugir dos planos de Anthony... e Kate percebe que pode estar talvez enganada sobre a personalidade do visconde.
Claro que vocês já sabem o final! Claro que eu já sabia, mas não havia como não amar. Não há como não se derreter pelo doce envolvimento de Anthony e Kate, a forma que o casal vai se aproximando e criando uma amizade, um vínculo. Os "problemas" que surgem também são bem compreensíveis e Anthony Bridgerton está agora mesmo duelando com Simon Basset pelo meu coração. Esse livro não perde em nada pro primeiro. Encanto a mil.
Julia Quinn é exatamente isso: pegar um enredo super comum, com personagens clichês, a mocinha forte, o mocinho ideal e transformar numa história excelente, interessante, prazerosa de ler. Confesso que, quando começo os livros dessa série, custo a largar e, tendo tempo, só paro quando termino e vocês sabem que eu era bem resistente a esses livros de romance
Recomendo demais!!!
sábado, 18 de julho de 2015
O Duque e eu, Julia Quinn
Gente, morri de tanto amor nesse livro e não tenho nada para dizer... Me negava tanto e sou uma leitora de romances históricos sempre voraz pelas madrugadas e derretida com seus mocinhos cativantes e másculos e fortes e arrebatadores... ou avassalador no caso de Simon Basset, Duque de Hastings.
O enredo base é o alto do clichê: uma mocinha em idade de casar, mas considerada desinteressante (leia-se: tem três irmãos enormes que repelem qualquer pretendente) e um bom partido que está fugindo de casamento decidem se unir num plano que favorece os dois. Fingindo estar cortejando Daphne, Simon incentiva outros rapazes a fazê-lo também (e ela pode enfim arrumar um marido) e ele afasta todas as outras mocinhas interessadas.
Acontece que, é claro, lógico e evidente, eles acabam se apaixonando verdadeiramente um pelo o outro, apreciam estar juntos, sentem desejo, saudades e outros sentimentos fofurices, mas algumas coisas impedem o relacionamento, como o fato de Simon ser o melhor amigo do irmão mais velho de Daphne que detesta a ideia deles dois juntos ou também umas promessas feitas por Simon a si mesmo de que jamais se casaria, construiria família, teria filhos etc - exatamente o sonho de toda mulher do século XIX e Daphne.
Os personagens, todos eles, são adoráveis e me faz pensar sobre alguns pontos dessas séries de romances que são independentes entre si: geralmente, os livros focam só e somente no casal principal, dando uma breve introdução ao próximo casal no fim do livro para ambientação do leitor, mas não é o que acontece aqui, todos os personagens aparecem durante todo o livro e têm sua própria importância no desenrolar da trama principal (e isso me alegra pois verei Daff e Simon mais vezes no futuro); por isso mesmo, todos os personagens são bem vindos. Ok, as vezes aqueles irmão super protetores me deram nos nervos porque eu particularmente detesto essa característica nas pessoas.
Um ponto forte é que verdadeiramente há química entre o casal, Julia Quinn faz isso com maestria... eles mantém bons diálogos, engraçados e inteligentes que vão gerando um envolvimento não só entre eles, mas com o leitor também. Ri e muitas vezes senti meu estômago se apertar com tanta expectativa e amor. Quando terminei o livro, o dia já estava amanhecendo!
O livro inteiro é maravilhoso e a cereja do bolo é a abertura de cada capítulo com uma manchetezinha sensacionalista de Lady Wistledown, a colunista anônima de fofocas que anda deixando Londres inquieta. A colunista nos oferece uma visão de como a sociedade anda comentando os fatos.
Enfim, eu sempre acho esses romancezinhos clichês e o que diferencia alguns dos demais é como a autora consegue construir, conduzir e abrilhantar sua trama, Julia Quinn fez isso com um toque de humor, com uma paixão verdadeira e irresistível em O duque e eu e já me sinto ansiosa para ler os próximos.
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