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sexta-feira, 4 de maio de 2012

Conversa com Doug Magee

Oi, gente! Tudo bom?


Clique aqui para visitar o site do autor.

Hoje eu trago minha primeira entrevista internacional que foi com Doug Magee, o autor do livro Nunca diga adeus.

Ele foi super simpático comigo e paciente porque eu não domino o inglês e, apesar disso, houve uma interação muito boa!


Amor por Clássico: Você se considera mais escritor, fotógrafo ou cineasta?

Doug Magee: Agora eu sou mais escritor do que fotógrafo ou cineasta, mas eu gosto de trabalhar em todos os três meios. Basicamente, eu me considero um contador de histórias.

Amor por Clássico: Como surgiu o desejo de escrever e publicar livros?
Doug Magee: Meu primeiro livro foi um livro de não ficção sobre os prisioneiros no corredor da morte. Eu o escrevi por razões políticas, porque eu senti que o público não sabia a verdade sobre as condições que os condenados viveram.


Amor por Clássico: Você prefere escrever livros infantis?
Doug Magee: Eu gostei de fazer os livros para crianças, mas eu prefiro escrever para adultos.

Amor por Clássico: Quem é o seu autor favorito? E o livro?
Doug Magee: Meu autor favorito agora é Raymond Chandler. Eu gosto de todos os seus livros, mas eu acho que The Big Sleep (O sono eterno, L&PM Editora) é o meu favorito.

Amor por Clássico: Você já teve oportunidade de conhecer a literatura brasileira?
Doug Magee: Ainda não conheço nada da literatura brasileira. Eu adoraria visitar o Brasil em breve.

Amor por Clássico: Nunca diga adeus (Never wave goodbye) foi seu primeiro livro para adultos de ficção, você teve dificuldades para escrevê-lo?
Doug Magee: Eu tive dificuldades com Nunca diga adeus. Eu era um roteirista (ainda sou) e fazer a mudança de roteiro para uma novela me deu alguns problemas. Mas também me deu a liberdade de escrever longamente sobre personagens, algo que você realmente não pode fazer em um roteiro.

Amor por Clássico: Como você criou os personagens de Nunca diga adeus?
Doug Magee: Eu não sei como eu criei os personagens em Nunca diga adeus. O livro começou com uma imagem de uma mãe que acaba de descobrir seu filho foi sequestrado. Eu podia ver seu choque e horror, o livro cresceu a partir daí.

Amor por Clássico: Em Nunca diga adeus, além do suspense, você fala sobre fé. Seus livros de não ficção abordam a fé também?
Doug Magee: Meus livros de não ficção realmente não falo sobre questões de fé. Acho que parte de Nunca diga adeus vem do fato de que eu fui para o seminário após a faculdade pensando que eu seria um pastor protestante. Isso não aconteceu, mas eu ainda estou muito interessado em questões de fé.

Amor por Clássico: Você acredita que nunca devemos dizer adeus?
Doug Magee: Eu criei a superstição de que nunca devemos acenar dizendo adeus. Mas já cheguei a pensar que pode não ser uma coisa tão ruim de se fazer. Eu acredito que estamos todos conectados, independente de estarmos com a outra pessoa ou não, então realmente não há motivo para dar adeus.

Espero que tenham gostado porque eu recomendo o livro mesmo mesmo!

Quero agradecer à Isabella, da comunicação da Editora Arqueiro, por ter enviado o livro logo que pedi; e à Duda, do BookAddict pela ajuda :)
Beijos!

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Nunca diga adeus || Leitura Crítica


Sem sombra de dúvida, Nunca diga adeus estará entre os favoritos de 2012!
Eu não sei nem por onde começar; estou respirando fundo porque ainda estou envolvida pela tensão do livro. Desde a sinopse, já tinha certeza que ia ficar fascinada pelo livro e – uhuu – não me decepcionei!

Lena e David são casados e têm uma filha, Sarah. Mas seu casamento está em crise e Lena pretende aproveitar o período em que Sarah estiver em um acampamento para colocar as coisas no lugar com o marido. Sarah, aos nove anos, é uma menina decidida e independente e enfrenta bem a situação de ir sozinha para o seu primeiro acampamento, onde ficará em média duas semanas.
Pouco antes da partida da filha, David precisa sair para “trabalhar” - o que é estranho, pois trata-se de um sábado – e cabe a Lena a tarefa de embarcar sozinha a filha, mas tudo corre bem, o monitor é um rapaz simpático que inspira confiança.
Mas a tragédia de sua vida inicia quando, vinte minutos depois de Sarah ter ido embora, uma van do acampamento chega e Lena descobre que fora enganada, o monitor que levou Sarah não trabalha para o acampamento em questão e, traduzindo a realidade, Sarah foi sequestrada. Ao entrar em contato com outros pais, ela descobre que a mais três crianças estão na mesma situação.