Estava quieta no meu quarto lendo E Não Sobrou Nenhum (O Caso dos Dez Negrinhos) de Agatha Christie e deixei a porta aberta. De repente, Ntt entrou e disse “Tata” e eu dei um grito porque estava muito concentrada e ele me assustou.
O que dizer sobre os mistérios da mente dessa senhora? Bom, se alguém não gosta do jeito dela, é bom nem ler este post porque vou me desfazer em elogios.
Passei o dia todo sem fazer nada apenas lendo, a cada momento eu me sentia mais ansiosa, nervosa e curiosa.
Ainda estou eufórica com a leitura e sei que vou ficar horas ruminando, digerindo.
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| Eu li: E Não Sobrou Nenhum, Agatha Christie, Ed. Globo, Tradução de Renato Marques 400 págs. |
Dez pessoas são atraídas (motivos aleatórios e diversos) para uma ilha e reunidas numa casa. Os anfitriões não estão, mas tudo está preparado para recebê-los e após o primeiro jantar, reunidos numa sala, são todos acusados por crimes antigos.
Cada hóspede vai sendo morto sem suspeitas de um culpado. Não há mais ninguém na ilha. Entre eles há um assassino. O medo, o desespero, a desconfiança e o desamparo. Quem será o próximo? Quem será o responsável?
Eu não posso falar muito porque qualquer bobagem pode ser spoiler. Claro que a história é muito surreal, mas é excelente para distrair e trabalhar a atenção – até porque memorizar o nome de dez pessoas, suas funções e suas culpas, não é muito simples.
Super recomendo o livro, eu sinceramente gostei.
Usei dois marcadores para o livro: um na página que estava lendo e outro deixei na página do poeminha – risos.
Nem posso também falar muito sobre a autora Agatha Christie, conheço poucas obras e gostei do que li. O texto é corrido; as descrições são breves (apenas o que realmente importa é mencionado), ela não perde tempo com extras desnecessários para a obra; a linguagem e os personagens são refinados e simples; e você fica lá grudado até terminar o livro.
Gosto do suspense dela e do jeito frio de eliminar quantos personagens sente vontade.
