Um thriller que envolve crianças com distúrbios psíquicos, Viva para contar é exatamente o tipo de
livro que prende as mãos do leitor do início ao fim.
O livro é composto por três linhas de narrativa.
Na primeira, em primeira pessoa, pela enfermeira da ala psiquiátrica
infantil de um hospital, Danielle. Ela nos fala sobre o trauma de sua vida,
quando seu pai assassinou sua família e se suicidou logo em seguida, deixando
apenas ela viva. Danielle se sentiu culpada durante toda a sua vida. Ela também
nos conta sobre o seu trabalho como enfermeira no hospital, como é lidar com as
crianças e acompanhamos a chegada de Lucy, uma criança selvagem que Danielle se
aproxima muito.
Outra narrativa, também em primeira pessoa, por Victoria,
mãe de Evan, nos fala sobre o garoto de oito anos que oscila entre o amável e
momentos de extrema agressividade. Ela narra sua vida pré e pós Evan, o fim do
casamento e as dificuldades que enfrenta por ter abdicado o mundo para ficar
com seu filho.
Em terceira pessoa, a principal narrativa do livro nos
apresenta a detetive sargento D. D. Warren, que está encarregada de solucionar
o assassinato de uma família inteira, provavelmente cometido pelo pai, que
também tentou se suicidar e está no hospital entre a vida e a morte.
Posteriormente, surge outro assassinato de uma família que também fica sob sua
responsabilidade desvendar e descobrir se existem relações entre si.
