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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Inverno do mundo de Ken Follett


Ken Follett dá continuidade à trilogia O século com o livro Inverno do mundo. Partindo exatamente do ponto que parou em Queda de gigantes, o autor segue com uma narrativa impecável e envolvente a trama das cinco famílias de nacionalidades diferentes vivendo momentos marcantes do século XX.
Se no primeiro livro presenciamos a I Guerra Mundial de uma forma espetacularmente real, o segundo não deixa nada a desejar quando nos traz a II Guerra Mundial.

Eu estava muito ansiosa para esse livro, mas preciso dizer que o segundo livro ainda não chega ao mesmo nível de maravilha que o primeiro. A verdade é que no início o autor precisa situar o leitor a respeito das cinco famílias que conhecemos no primeiro livro e isso é um pouco cansativo porque é muito introdutório. Mas logo o livro consegue prender a atenção comprovando sua maestria.

Com certeza Inverno do mundo vai além de qualquer outro livro que aborde a Segunda Guerra Mundial porque Ken Follett não se prende ao esquema Alemanha Nazista/Judeus no campo de concentração, ele mostra causas e consequências da maior guerra da História em cinco nacionalidades distintas, mostrando perspectivas de lados e classes sociais diferentes.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

O palácio de inverno || Leitura Crítica

Então, este é o terceiro livro do John Boyne que leio e, apesar de estar cheia de expectativas, não sabia muito bem o que encontraria.
Narrado em primeira pessoa, por Géorgui Jachmenev, que está assistindo sua esposa Zoia perecer sob um câncer, O palácio de inverno fala sobre a trajetória do personagem, sua infância pobre, seu ato heroico que o levou à morar com a família real russa, sua vida ao lado da esposa na Inglaterra e, por fim, as dificuldades que agora enfrenta.

O livro intercala fases da vida do personagem narrador como se ele contasse suas lembranças de fatos aleatórios e depois buscasse uni-los, mas tudo isso de uma forma muito bem construída.
Este é o segundo romance histórico que tenho a oportunidade de conhecer em 2012, baseados em pesquisas dos autores. Durante esta leitura, sentia desejo de pesquisar um pouco, estudar. Mais uma maravilhosa aulade história sobre autocracia e Revolução Russa.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

O Filósofo e O Imperador de Annabel Lyon

Ainda estou lendo O Conde de Monte Cristo. Ainda tenho que pegar O Auto da Compadecida. Nada saiu como planejei: eis então a vida!

Há alguns meses li a trilogia Aléxandros e fiquei muito triste por causa da morte de Alexandre, acho que fiquei muito envolvida com o personagem. Então surgiu a oportunidade de ler O Filósofo e O Imperador, decidi priorizar o livro, adiantar sua leitura e estou muito satisfeita por isso.
Gosto de romances (prosa). Gosto de biografias.
O Filósofo e O Imperador
Annabel Lyon, Ed Leya,
tradução de Edmundo Barreiros,
248 páginas.
Com a morte do filósofo Platão, seu aluno e discípulo Aristóteles devia assumir seu lugar na Academia, entretanto este plano foi adiado porque Filipe, amigo de Aristóteles e rei da Macedônia lhe pede que eduque seu filho, Alexandre.
O livro conta toda a trajetória de Aristóteles, passando por sua infância, a difícil relação com o pai, seu auto isolamento do universo, o casamento com Pítias, a vida em Péla, seus estudos e minúcias sobre a convivência com o esperto e complexo Alexandre, tão bem elaboradas que em alguns momentos você acredita ser tudo verdadeiro.
Annabel Lyon surpreende com sua capacidade de criar situações sob o ponto de vista do próprio Aristóteles sem filosofar a toa, sem chatear com discursos longos e desnecessários. O livro é simples e claro, talvez não agrade muito quem gosta de história e filosofia porque nem tudo é real, mas o jeito que o enredo acontece, faz você desconsiderar a distância entre fatos e narração.
Vale ressaltar que o livro apresenta uma cronologia real e “fatos reais” modificados, ou seja, o livro é ficcional embora seja baseado na vida de uma personalidade autêntica.