
Após um pequeno
incidente em que Mickey Sienna de oitenta e poucos anos quase incendiou a casa
onde morava sozinho, seus quatro filhos começaram a debater um novo futuro para
o homem para que ele não corresse nenhum perigo. Sendo todos muito ocupados, Jesse
Sienna, o caçula, decidiu que seu pai deveria ir morar com ele.
Mas as coisas não
são tão simples e meigas quanto nos planos de Jesse, principalmente porque
sempre houve uma distância entre ele e seu pai de mais de 50 anos de diferença
e, por sempre ter sido o caçula, ele era mais apegado à sua falecida mãe.
Jesse namora há seis
meses com Marina, mas eles têm um romance peculiar porque ambos já sofreram por
amor anteriormente e decidiram manter um relacionamento sem grandes
expectativas para que não houvesse
decepções. Mickey não se conforma por ver o filho desperdiçando a oportunidade
de viver o amor da sua vida e decide lhe contar uma história de um antigo amor
que ele teve.
Fiquei pensando na
grandiosidade da história de Mickey contou para Jesse. Não falo da história em
si, mas falo do quanto esta história quebrou as barreiras e uniu pai e filho
outrora tão distantes. E fiquei muito curiosa à medida que Mickey ia narrando por
partes um grande evento da sua vida. Mas no fim... - volto logo a este aspecto.
Quero primeiro falar sobre o que gostei no livro.
O autor Ronald
Anthony criou um texto leve, rápido, com cenas reais - afinal, toda família
passa pelo problema "o que fazer com o velhinho?" - e com um humor
muito agradável. Mickey e Jesse são irônicos, sarcásticos e eu fiquei encantada
com isso. Mickey é um personagem encantador, esperto e engraçado.
Confesso que até
então eu não tinha implicância com a tradução de Maysa Monção, [Conselho de
amiga, Tudo o que ela sempre quis] mas desta vez topei com umas frases que
ficaram um pouco desconexas. Narrado em terceira e em primeira pessoa [por
Jesse], o livro é descomplicado, mas eu arrastei a leitura.
E agora vêm os
aspectos negativos. Jesse é um chato com essa história de manter um
relacionamento "sem futuro", fica claro que o romance dele com Marina
é lindo, mas ele se recusa dar a devida importância e isso me incomoda
seriamente. Ele não dá valor porque não quer. E é por isso que Mickey decide
contar uma história importante e "secreta" da sua vida.
Juro que estava
esperando uma história fantástica e não foi bem isso que encontrei. Ao fim da
história (de Mickey) fiquei pensando que não fazia muito sentido ele estar
contando aquilo ao filho esperando que ele mudasse em relação ao seu
comportamento. Eu enxerguei mais como uma redenção, vivendo uma memória
especial ou tirando aquele segredo tão pesado de seu coração já tão cansado.
Como eu já disse, foi uma história com um signo belíssimo porque uniu pai e
filho, mas muito fraca para a ideia que o autor quis transmitir em Um ano
inesquecível.
Portanto, acho que
nem tanto nem tão pouco. Eu daria três estrelinhas à Um ano inesquecível. Mas
algo mais pendente ao dois do que ao quatro.
Beijocas!
|| Informações:
Um ano inesquecível
do original The forever year
Escrito por Ronald
Anthony e traduzido por Maysa Monção
Publicado no Brasil
pela Editora Novo Conceito
303 páginas
Uma pena que o autor não tenha conseguido dar uma enfase maior na proposta que ele queria, a ideia é boa como vc mesma mencionou, mas pelo visto faltou um melhor desenvolvimento.
ResponderExcluirBjs
www.daimaginacaoaescrita.com
Queeeeeeee? Não é uma história fantástica?
ResponderExcluirTu acaba que de jogar um balde de agua fria na minha cabeça hahaha.
Juro que quando li as primeiras resenhas sobre este livro eu achava que ia ser algo maravilhoso, que prenderia e me faria pensar em tds as coisas da vida, agora já nem sei mais o que pensar.
Acho que vou precisar ler mesmo hehehe
Acho a capa uma graça, essa questão do que fazer com o velhinho da família para mim é mórbida e triste pq eles tiveram uma história de vida e não querem no final da vida ser tratado como uma coisa onde as pessoas não sabem onde colocar. Depois que li Diários de uma paixão e conheci Noah e o vi novamente no livro O Casamento passei a ter uma outra visão dos idosos. Mas no que diz respeito a esse livro, pelo que li na resenha da Duda o mais estranho seria aceitar que o filho iria escutar tranqüilamente o pai falar de um grande amor passado que não era sua mãe, penso que pelo menos ciúmes ele teria. Além disso se ele é bobo e não quer arriscar se entregar ao romance para não se machucar novamente ele é um bobo medroso. Enfim esse livro tá dando o que falar!!!! Parabéns pela resenha!!!!
ResponderExcluirEu não sou fã de romances, já não tinha muuuita vontade de ler, então agora acho que vou passar longe..rsrs
ResponderExcluirMedo do que vou encontrar...kkk
Thais Vianna
@dathais
É, eu também não gostei muito. Na verdade, ainda menos do que você. A ideia principal da história é legal, concordo totalmente. Mas, a história em si é tão... nada. Tudo bem, o amor dele era bonito e puro e etc etc, mas é uma história normal, com personagens normais, sem nada demais, nada de uau, nada de nada, não vejo nem o propósito de estar em um livro. Parece a história de qualquer casal, em qualquer bairro, de qualquer cidade; eu nem tinha tanta vontade de saber o que ia acontecer porque na maior parte do tempo não acontecia nada. E sim, o Jesse me irritou profundamente. Aquela filosofia dele era super capenga e sem sentido. No final, acho que a Marina devia ter deixado ele e pronto, pra deixar de ser banana.
ResponderExcluirBeijos, Mi!
Boa noite,
ResponderExcluirEsse livro esta na minha lista de espera e não sei muito o que esperar e pela a sua resenha vejo que é só lendo mesmo....parabéns pela resenha...abçs.
http://devoradordeletras.blogspot.com.br/
Oi, Millena!
ResponderExcluirEu já tinha visto a resenha da Duda, então já esperava que não fosse uma GRANDE história.
Pra falar bem a verdade, antes de tudo, eu esperava algo próximo de Nicholas Sparks (pelo título, capa...), mas pelo que li na sua resenha não é nada disso, né?
Você não foi a única a falar que o livro é monótono, acabei de ver uma resenha que dava uma estrelinha pra ele, falando que era muito parado mesmo.
Beijos!
Eu gostei do livro...
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