Oi, tudo belezinha?
Hoje eu trouxe o segundo vídeo do blog =D
Vou tentar fazer a seção Novidades Aqui em vídeos daqui para frente e vou postar de 15 em 15 dias.
Assistam:
||Livros Citados:
Pedagogia do Amor - Gabriel Chalita, Gente
Comer, Rezar, Amar - Elizabeth Gilbert, Objetiva
Eragon - Christopher Paolini, Rocco
O Zahir - Paulo Coelho, Gold (Amanhã tem Leitura Crítica!!)
||Clique:
Livra Livro
Leitura Crítica - Dom Casmurro
Novidades Aqui #05
|| Agradecimentos:
Tia Aninha - beijos e mais beijos, amo você!
domingo, 30 de outubro de 2011
domingo, 23 de outubro de 2011
Dom Casmurro
“Machado de Assis é um exemplo.
Tinha tudo para dar errado e não deu”
Pe. Fábio de Melo em Cartas
Entre Amigos – sobre ganhar e perder
Dom Casmurro? Ah, mas todo mundo já conhece a história desse
livro! Nem preciso dizer que esse é um clássico brasileiro de leitura
obrigatória blá blá blá, né? Aliás, eu super recomendo!
Já ouvi, vi e li muitos comentários positivos e negativos a
respeito dessa obra e fico decepcionada quando encontro alguém que não
compreende a dimensão da importância de Machado de Assis e MAIS AINDA quando
encontro alguém que nunca leu Machado de Assis.
Dependendo da circunstância em que ocorre a leitura, o livro pode
ser agradável ou não. Concordo que diante da obrigação, encontramos um livro
tedioso, uma linguagem antiga com vocábulos e referências desconhecidas: todos
os ingredientes para deixar o livro perfeitamente cansativo e digno de
abandono.
Entretanto, uma leitura iniciada espontaneamente pode gerar bons
frutos... Claro que, na minha condição de apaixonada por clássicos e literatura
brasileira, encontro em Machado de Assis um prato cheio.
Confesso que na primeira vez que li Dom Casmurro senti dificuldade
para avançar nas páginas e achei que eram desnecessários aqueles capítulos
pequenos. Hoje a releitura fluiu tranquilamente e percebi que os capítulos
curtos tornam a leitura mais breve e fácil.
MAS... não é minha intenção dar uma aula de literatura aqui, ok?
Bentinho e Capitu cresceram vizinhos e tornaram-se amigos,
entretanto a mãe de Bentinho, D. Glória pretende mandá-lo para o seminário em
pagamento de uma promessa feita quando o menino nasceu.
A mãe de Bentinho é uma senhora viúva, cândida e em alguns
momentos bastante ingênua. Católica, religiosa e fervorosa, perdeu o primeiro
bebê e, na ocasião da gestação de Bentinho, ela prometeu que, se o menino
nascesse, ela o faria padre.
Diante da possibilidade de ficarem longe um do outro, Capitu aconselha induz Bentinho a
pedir a José Dias que este convença D. Glória a não mandar o menino para o
seminário. José Dias não obtém total êxito, mas consegue impor a seguinte
condição: se Bentinho tiver vocação, torna-se padre; e, no caso contrário, ele
volta para casa e estuda Direito na Europa. O intuito de José Dias era
acompanhar Bentinho à Europa.
José Dias é um agregado da família que aos poucos conquistou
espaço e influência.
Bentinho e Capitu prometem que casar-se-ão [acreditem: se as
pessoas entendessem, eu falaria assim!] um com o outro, trocam o primeiro beijo
e Bentinho vai para o seminário.
Capitu é uma menina bonita – aos olhos de Bentinho – inteligente,
esperta, perspicaz, dissimulada, esquiva e que tem o poder de persuadir e
influenciar Bentinho a satisfazer todas as suas vontades. Ela é a mulher que
todas nós queríamos ser.
Recluso, Bentinho torna-se amigo de Escobar – Ezequiel Escobar –
um rapaz atraente que cativa toda a família de Bentinho. Um ano depois, ambos
saem do seminário. Escobar para dedicar-se ao comércio e Bentinho para estudar
as leis, contudo sem ir para a Europa.
Escobar casa-se com Sancha e eles logo têm um bebê. Bentinho e
Capitu casam-se, o bebê tão desejado demora um pouco, mas vem saudável e cheio
de energia.
O menino recebe o nome do amigo de Bentinho e vai crescendo com o
hábito de imitar os outros, até que Bentinho percebe que ele se parece muito
com o próprio Escobar no jeito de andar, falar etc.
Tá, não foi uma das melhores resenhas sobre Dom Casmurro, mas este é um livro rico em
detalhes que merece uma tarde inteira para ser contado e discutido e este post
já está ficando muito extenso.
O livro tem vários personagens, tio Cosme, prima Justina, Pádua,
protonotário Cabral, Sancha e outros que preenchem o segundo plano da história,
mas Bentinho – ou Machado de Assis – não deixa de dar um olhar crítico e
analítico sobre cada um deles.
Machado de Assis criou uma polêmica em torno deste enredo e levou
a resposta do mistério consigo para o túmulo, afinal, Capitu traiu ou não traiu
Bentinho?
É preciso ler, reler e treler este livro para tentar criar uma
opinião e sempre vai existir alguém com bons argumentos para discordar.
O que eu mais queria desde o momento que comecei esta postagem é
dizer que EU ACREDITO QUE CAPITU NÃO TRAIU BENTINHO e eu até estava querendo
argumentar, mas... não quero influenciar ninguém com minha opinião, só acho que homens ciumentos tendem a inventar coisas
em suas cabeças férteis.
Enfim, este é o mesmo caso de ponto de vista que citei no
livro A menina que não sabia ler, o narrador personagem acredita em uma coisa e usa todo o
livro para convencer o leitor que a visão dele sobre os fatos é a correta.
Obrigada!
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Novidades Aqui || 05
Oi, tudo bom? Que bom!
Estou por aqui tentando me distrair afinal o ENEM já está chegando e eu estou naquela sensação pré-prova super decisiva.
Nos últimos dias chegaram algumas coisas legais para mim e eu devia ter colocado este post antes, mas eu passei o final de semana inteiro tendo aulas de revisão :z
Começando pela compra que fiz no Submarino:
Estou por aqui tentando me distrair afinal o ENEM já está chegando e eu estou naquela sensação pré-prova super decisiva.
Nos últimos dias chegaram algumas coisas legais para mim e eu devia ter colocado este post antes, mas eu passei o final de semana inteiro tendo aulas de revisão :z
Começando pela compra que fiz no Submarino:
Dom Casmurro, Machado de Assis, edição da Nova Fronteira.
Um clássico da literatura brasileira que todo mundo conhece [ou deve conhecer] e que eu li há alguns anos, mas não tinha ainda na minha estante, então decidi comprar um exemplar para mim e fazer uma releitura. Amanhã tem Leitura Crítica aqui no blog.
Razão e Sensibilidade | Orgulho e Preconceito | Persuasão, Jane Austen, edição da Martin Claret.
Clássicos da literatura inglesa (que eu amo, né?!). Eu já tinha os dois primeiros livros e também já li, mas achei melhor comprar este volume único e coloquei os outros dois para troca [eles já foram solicitados, enviados e recebidos]. Acredito que, infelizmente, não vou ler Persuasão nem tão cedo =/
E na Estante Virtual, de duas compras separadas:
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Reparação, Ian McEwan, Companhia das Letras.
A curiosidade por este livro surgiu lendo uma resenha da Juh Oliveto, mas a leitura está adiada para o próximo ano ou férias... o que vier primeiro.
O Palácio de Inverno, John Boyne, Companhia das Letras.
Este é o autor dos livros O Menino do Pijama Listrado e O Garoto no Convés (tenho a ambos e já li) e eu simplesmente sou fã dele, acabou de ser publicado Noah Foge de Casa aqui no Brasil e já está na lista de desejos. Este livro também fica para o próximo ano ;)
E veio também um marcador do selo Penguin.
==============
-Leia a resenha de Reparação da Juh Oliveto no blog Livros & Bolinhos AQUI
-Conheça a Estante Virtual AQUI
-Continue comprando no Submarino AQUI
Beijos!
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
A menina que não sabia ler || Leitura Crítica
Tenho muita coisa para falar a respeito desse livro... então o post vai ser um pouco extenso.
A julgar pela capa, espera-se um enredo surpreendente porque o livro é lindo. E todas essas letrinhas que caem do livro têm um efeito plastificado que é um leve alto relevo.
Começando pelas opiniões alheias:
É realmente complicado começar um livro tendo em mente que as pessoas à sua volta se decepcionaram com o final. A leitura é bastante agradável e flui rapidamente, mas você fica o tempo todo “Vou me decepcionar? O que eu estou esperando desse livro?”
As primeiras impressões:
![]() |
| Eu li: A menina que não sabia ler, John Harding, Ed. Leya Tradução: Elvira Serapicos, 282 págs. |
Não entendi bem porque o título original Florence and Giles foi traduzido para A menina que não sabia ler. Na leitura descobrimos que Florence (a menina em questão) é proibida de ser alfabetizada, mas logo no início ela aprende a ler sozinha, então apenas aparentemente ela não sabia ler.
Uma forte corrente teórica conspiratória literária sugere que o título foi escolhido com a intenção de deixá-lo semelhante ao título A menina que roubava livros – um Best seller. E muitos leitores afirmam que se interessaram pelo livro por esse motivo (daí o embasamento da teoria).
Mas deixando de lado a capa e o título, vamos à leitura e só posso dizer que fui surpreendida positivamente!
O livro é dividido em duas partes: na primeira, Florence nos conta sobre sua rotina, seu irmão mais novo Giles, os empregados da casa seu tio e responsável que eles só conhecem por foto e a biblioteca. Como eu já citei antes, a menina não sabe ler e seu tio lhe proibiu de ser alfabetizada, mas aprendendo uma letra ou outra com os empregados da casa, ela aprende a ler sozinha e começa a se deliciar na biblioteca sem que ninguém soubesse.
Florence nada sabe sobre seu passado, apenas que sua mãe morreu ao dar a luz e que seu pai e a mãe de Giles morreram num acidente de barco. Até onde se lembra, eles sempre moraram em Blithe House com os empregados e isolados do mundo. Um dia surge Theo, um menino asmático, que no começo é um incômodo, mas logo conquista a afeição de Florence e eles se tornam amigos – ou namoradinhos.
(...)
Na segunda parte, para que Giles seja educado, uma tutora é contratada: a Srta. Whitaker, que dura uma página e morre afogada no lago. Então, uma nova tutora chega: a Srta. Taylor. Uma mulher misteriosa que é capaz de andar sobre o lago, está presente em todos os espelhos da casa e pretende levar Giles embora. Só Florence sabe de tudo isso e só ela pode impedi-la.
Na segunda parte, para que Giles seja educado, uma tutora é contratada: a Srta. Whitaker, que dura uma página e morre afogada no lago. Então, uma nova tutora chega: a Srta. Taylor. Uma mulher misteriosa que é capaz de andar sobre o lago, está presente em todos os espelhos da casa e pretende levar Giles embora. Só Florence sabe de tudo isso e só ela pode impedi-la.
Muitas pessoas acharam que o final ficou sem respostas... Mas tenhamos a seguinte visão: Quem nos conta a história é Florence e, se ela tivesse todas as respostas, nada daquilo teria acontecido. Durante o livro, Florence nos dá informações que ela não percebe porque está muito perturbada, mas que preenche todos os questionamentos do enredo. A linguagem é muito boa. O suspense é interessante e não é muito denso, você fica ansioso pelo final mas não fica estressado. O jeito que o autor flui é corrido e calmo. O livro é muito bom!
-________________-
Estou colocando abaixo tudo que compreendi no final na leitura, ou seja, SPOILERS pesados!
NÃO LEIA SEM TER LIDO O LIVRO ANTES:
[selecione o trecho abaixo para ler]
[Começa Aqui]
-O tio (pai) de Florence negligencia as crianças e proíbe Florence de aprender a ler por ter se decepcionado com sua segunda esposa, a mãe de Giles, quando lhe ofereceu o passaporte para o universo literário.
-No álbum de família, as fotos da mãe de Giles estão recortadas para que ninguém conheça suas feições.
-Florence mata a Srta. Whitaker porque ela lhe impede de ir à biblioteca.
-A Srta. Taylor evita a mãe de Theo porque esta senhora lhe representa um perigo; ela procurou este emprego específico porque queria se aproximar de Giles; ela também não se impressiona pela casa quando chega porque ela já conhece o ambiente e pede às crianças para mostrarem a casa para que possa ver as mudanças que ocorreram com o tempo; ela permite que Florence leia porque ela também ficou fascinada quando pode aprender a ler.
-Florence quase percebe ao queimar a foto que encontrou na bíblia da Srta. Taylor que já tinha visto aquela foto antes no álbum de família secreto e ela percebe alguma familiaridade no rosto da Srta. Taylor porque ela é a mãe de Giles, então eles se parecem e é por isso que ela passa as madrugadas no quarto do menino.
-Não existe nada de anormal no livro, somente Florence. A Srta. Taylor não anda sobre águas, não vê pelos espelhos e não é o fantasma da Srta. Whitaker. Somente Florence é uma menina perturbada de imaginação fértil. Tudo é narrado em primeira pessoa para influenciar o leitor a acreditar no que a narradora personagem acredita.
[/Termina Aqui]
Espero que tenham gostado, Beijo!
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Trecho de Livro || 04
E se, porventura, surgir a dúvida ou a certeza de que se está nadando contra a correnteza, ótimo! Nadar contra a correnteza fortalece os músculos da honradez.
Gabriela Chalita em Cartas Entre Amigos - sobre ganhar e perder
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