
Vemos uma mulher subjugada e inferiorizada,
sujeita a humilhações, doenças etc. a autora fala abertamente sobre seus anos
de cativeiro e os personagens que estiveram presentes ao longo dos oito anos.
Apesar da extensão do livro, a leitura flui
rapidamente devido ao desejo de libertar a Ingrid. Em cada tentativa de fuga
surge a expectativa , a esperança de obter êxito. A cada captura vem a frustração,
o desespero. Não há silêncio que não
termine deixa o leitor diante do ser humano em sua forma mais primitiva.
Conhecemos a realidade das FARC, como eram tratados os reféns, como era os cativeiros, as longas marchas, as festas como uma oportunidade de gravar provas de sobrevivência.
Nos acampamentos havia a rivalidade entre os
reféns, a hostilidade dos “carcereiros”, a falta de tudo.
Em alguns momentos, vemos uma Ingrid tentando
nadar contra a corrente e descobrindo seus esforços inúteis. Em outros ache i
que ela queria ser boa demais. Há poesia no jeito que a autora f ala sobre sua
desventura. As palavras têm um poder impactante. E, apesar de ser um livro de
caráter biográfico, eu recomendo a todos!
||Informações:
Não
há silêncio que não termine
Ingrid Betancourt
Companhia das Letras
560 páginas
Nossa, nunca li nada assim.
ResponderExcluirParece ser interessante!
Bia | www.livroseatitudes.blogspot.com
tem selinho pra vc la no blog http://eucurtolivrosrecife.blogspot.com/
ResponderExcluirEsse livro é perfeito... angustiante e emocionante.
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