quarta-feira, 20 de junho de 2012

1808 || Leitura Crítica

Em 1808 a família Real Portuguesa zarpou de Portugal rumo ao Brasil “fugindo” das tropas de Napoleão Bonaparte. É exatamente esse evento que Laurentino aborda em seu livro.

Eu gostei do livro primeiro por amar história e segundo por apreciar livros-reportagem, afinal 1808 é uma longa reportagem sobre as causas e consequências da viagem da dinastia de Bragança.
Em partes, ele desmistifica a caricatura feita por Carla Camurati em seu filme Carlota Joaquina, em outras, ele ratifica a imagem insegura de D. João VI e maquiavélica da Carlota.

De forma descontraída e descomplicada, Laurentino traça interessantes características dos eventos que tiveram ponto de partida no ano de 1808 e que resultaram, em 1822, na Independência do Brasil.
Claro que, a caráter acadêmico, o livro deixa muito a desejar, mas o autor é um jornalista e fez um excelente trabalho de pesquisa.

E, com certeza, a melhor parte é conhecer Joaquim Marrocos, primeiro bibliotecário do Brasil que veio com a família Real e toda a invejável Biblioteca Real morar no Rio de Janeiro, a princípio tão odiado. Suas cartas enviadas a seu pai, que ficou em Lisboa, são uma das maiores fontes históricas acerca dos costumes da época.

Conhecemos personagens importantes que ajudaram o Brasil a se tornar o que é hoje, a unir essa imensa pátria.
Beijos!

|| Informações:
1808
Laurentino Gomes
Editora Planeta
367 páginas
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segunda-feira, 18 de junho de 2012

O sonho de Eva || Leitura Crítica

Há um ditado que diz: “Santo de casa não faz milagre”.

Será que é sempre assim? Será que você é daquelas pessoas  que curte apenas o “milagre” da literatura estrangeira?
Se a resposta para as duas questões for afirmativa, então está na hora de rever o seu conceito acerca dos escritores brasileiros, principalmente, se você tiver a oportunidade de ler O sonho de Eva (simplesmente maravilhoso!) do escritor brasileiro Chico Anes (Que escritor mineiro danado de bom, uai!).

domingo, 17 de junho de 2012

Conversa com Fernanda Saads

Oi, gente, hoje eu trouxe uma entrevista bem bacana com a Fernanda Saads, autora de Do seu lado (leitura crítica).

Sobre a autora: Fernanda Saads nasceu em 24 de maio de 1981 em João Pessoa. É formada em Administração de Empresas pela Universidade Federal da Paraíba. Considera chick-lit o gênero literário mais alegre, e por isso, resolveu escrever Do Seu Lado, um romance que vai deixar os leitores com um sorriso no rosto. É autora de As Confissões de Laura Lucy e, além de escrever, trabalha na área financeira. Atualmente, mora em João Pessoa com o marido e a filha.

Amor por Clássico: Quando a Fernanda Saads passou a ser 'a menina que escreve livros'?
Fernanda Saads: Em 2005, quando escrevi meu primeiro romance nunca publicado.

ApC: Durante a sua trajetória, apareceram obstáculos? Como os enfrentou?
FS: Sim, com certeza. Mas com o apoio da minha família – maravilhosa -  eu os ultrapassei. 

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Do seu lado || Leitura Crítica

Ultimamente tenho pego livros bons de autores nacionais e livros não tão bons (infelizmente), mas isso não é só por serem nacionais, também tenho pego livros terríveis estrangeiros.
A Novo Conceito está inovando seu catálogo ao publicar livros de autores nacionais com o selo Jovem. Desde então tive o prazer de ler Garota replay, O sonho e Eva e desta vez Do seu lado.

Confesso que fiquei um pouco confusa sem saber o que esperar porque a capa parece algo mais drama (alguém mais aí teve essa impressão?) e a autora diz que é um chick lit. No fim, foi uma surpresa agradável e me fez repensar minha posição sobre chick lits.

Sarah é uma arquiteta que sofre o fim de um relacionamento, frequenta terapia e deseja se vingar do seu ex.
Ela tem um melhor amigo todo certinho (leia-se chatinho e fofinho), Igor, que está ao seu lado em todos os momentos desde a graduação, inclusive quando ela recebe um projeto novo da empresa de Bruno (o ex!). É o momento certo para que ela coloque em prática seus planos de vingança, mas algo foge do seu controle e até sua amizade com Igor começa a naufragar.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Ler, viver e amar em Los Angeles || Leitura Crítica

Dora e Virgínia tiveram uma infância difícil: enquanto o pai era ausente e desaparecia por longas datas, a mãe era alcoólatra e isolava-se em seu quarto deixando-as sozinhas.
Virgínia chegou à idade adulta sem maiores traumas, casou-se, trabalha ajudando o marido e talvez seu único problema seja a falta de jeito para lidar com seu bebê, Camille.
Mas Dora criou o hábito de encher-se de livros e vinho quando se sente infeliz.
Seu primeiro casamento estava fadado ao fracasso desde o 'sim'.
Seu segundo casamento, seu emprego no Los Angeles Times e suas perspectivas de vida foram por água abaixo quando seu pai adoeceu, consumindo todo seu tempo, e depois faleceu.